Jovens venezuelanos fazem greve de fome em protesto contra Maduro e pedem para encontrar o Papa

Jovens venezuelanos fazem greve de fome em protesto contra Maduro e pedem para encontrar o Papa

Os jovens venezuelanos Martín Paz e José Vicente Garcia entraram, nesta quarta-feira, (09/06), no quinto dia de greve de fome. Eles estão diante da Sala de Imprensa do Vaticano e querem um encontro com o Papa Francisco. Ambos são membros da Câmara de Vereadores de San Cristóbal, capital do estado venezuelano de Tachira.

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Martin, 29 anos, disse que pretende denunciar ao Papa as violações dos direitos humanos na Venezuela.

Martín, 29 anos, disse que pretende denunciar ao Papa as violações dos direitos humanos na Venezuela. O jovem afirmou que o protesto aconteceria com ou sem a presença de Nicolás Maduro. O Presidente da Venezuela cancelou o encontrou que teria com Francisco no último domingo, (07/06).

“Hoje, em nosso País, a situação dos direitos humanos é complicada. Pessoas são torturadas, perseguidas e reprimidas porque se expressam diferentemente do governo. Existem mais de 70 presos políticos nas penitenciárias venezuelanas. Pessoas morreram por causa da repressão do governo. Por isso, nós nos somamos à greve de fome em curso em nosso País, que acontece em oito estados onde mais de 50 pessoas, não somente políticos, mas também cidadãos comuns, protestam para pressionar o governo e o mundo para que os direitos humanos sejam respeitados em nosso País”.

Martin Paz e José Vicente Garcia em um colchão na calçada da Via da Conciliação
Martin Paz e José Vicente Garcia em um colchão na calçada da Via da Conciliação

Martín e José vieram ao centro da fé católica também para defender a entrada de organismos internacionais na Venezuela para que estas avaliem a situação dos direitos humanos no País.  “Deixamos nossos filhos, nossas esposas, a nossa gente para vir aqui e tornar visível aquilo que para a Comunidade internacional é invisível. Queremos derrubar esse governo de fachada e, por isso, viemos até a máxima representação da Igreja”.

[vimeo https://vimeo.com/130228332]

“Hoje os venezuelanos não têm uma instituição a qual recorrer em nível nacional. E, por isso, a Igreja é o primeiro ente ao qual as pessoas recorrem quando o Estado não responde. A fé é o que está movendo a Venezuela hoje. Todos em greve de fome foram levados à igrejas. E, nós, viemos para cá, como representação desta fé e, além disso, confiando no Papa Francisco, que conhece muito bem a realidade da Venezuela, e pode interceder para solucionar estes problemas. Tudo o que queremos é sermos minimamente escutados, poder entregar uma carta ao nosso Papa, que ele não somente saiba da situação atual na Venezuela mas que também as pessoas na Venezuela sintam a esperança de que o Papa intercederá por todos nós”.

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Lotus 1985 de Senna vai à pista em Ímola e encerra tributo

Sob chuva e depois de quase 30 anos, a Lotus 97t de 1985 com a qual Ayrton Senna conseguiu duas vitórias e sete pole positions voltou à pista em Ímola neste sábado.

ayrton senna'sO Tributo a Ayrton Senna, 20 anos depois de sua morte, terminou com este evento pela manhã e foi uma chance única de reviver a memória do tricampeão.

Nestes quatro dias de Tributo, de certa forma, Ayrton esteve presente. Seja por meio de seus F1 originais expostos nos boxes do autódromo Enzo e Dino Ferrari – onde Senna ganhou três corridas – assim como na memória do público que compareceu em peso ao local que o ídolo morreu de forma trágica.

A grande estrela do tributo, a Mclaren do primeiro título mundial, não saiu dos boxes. Não era necessário.

 

 

ONU se prepara para aumento do fluxo de refugiados sírios no Líbano

ONU se prepara para aumento do fluxo de refugiados sírios no Líbano

Por dia, 3 mil sírios cruzam a fronteira e entram no Líbano; a expectativa é que, ao final de 2013, 1 a cada 4 habitantes do país seja um refugiado sírio

Família síria preenche cadastro em Beirute para ter direito a receber ajuda internacional Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra
Família síria preenche cadastro em Beirute para ter direito a receber ajuda internacional
Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra
  • Rafael Belincanta
  • Direto de Beirute

Com metade do tamanho de Sergipe, menor Estado brasileiro, o Líbano se estende do Mediterrâneo até as montanhas que delimitam a fronteira com a Síria, a Leste, e ao sul com Israel. É casa de 4 milhões de habitantes. Mas número que vem aumentando dia a dia, resultado do êxodo dos sírios em direção ao país vizinho.

A agência das Nações Unidas para os refugiados, Acnur, tem registro de mais de 700 mil refugiados sírios em três centros de referência no Líbano. Além da capital, Beirute, os sírios podem inscrever-se em Zahle, no Vale do Beqaa, e em duas representações, no sul e no norte do país. Uma vez cadastrados, podem receber auxílio para alimentação, escola e abrigo. Atualmente, em todos os centros, cerca de 3 mil refugiados são cadastrados por dia.

A porta-voz do Acnur no Líbano, Roberta Russo, disse ao Terra que estes números devem subir ainda mais caso haja uma intervenção militar na Síria. “Estamos nos preparando para um provável grande êxodo de refugiados em direção ao Líbano. Estamos montando centros de recepção na fronteira para explicar aos refugiados qual a situação do país” (confira a entrevista na íntegra no vídeo abaixo).

Líbano se prepara para grande fluxo de refugiados da SíriaClique no link para iniciar o vídeo
Líbano se prepara para grande fluxo de refugiados da Síria

Experiência palestina

Ao contrário dos governos da Jordânia e da Turquia, no Líbano não houve autorização para a criação de grandes campos de refugiados para os sírios, concentrando-os portanto em um só local para facilitar o atendimento humanitário. A frágil aliança que há mais de um ano tenta dar um governo ao Líbano alegou que a eventual criação destes campos reviveria uma amarga lembrança: em 1948, data da criação do Estado de Israel, colonos palestinos chegaram ao Líbano, estabeleceram-se em campos de refugiados e nunca mais deixaram o território libanês.

Em alguns destes acampamentos palestinos ainda hoje é necessária uma premissão de acesso até mesmo para as autoridades libanesas. Essa autonomia velada equipara os territórios palestinos do Líbano à Faixa de Gaza e à Cisjordânia.

Criança brinca enquanto família é cadastrada como refugiados da Síria Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra
Criança brinca enquanto família é cadastrada como refugiados da Síria
Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra

Situação de emergência
Russo reconhece os esforços do governo libanês em não fechar as fronteiras aos refugiados, porém lamenta a falta de autorização para estabelecer campos de refugiados oficiais. “O governo sabe dos limites de infraestrutura para receber os refugiados e tem pedido suporte financeiro à comunidade internacional, contudo, a falta de verbas é uma realidade que afeta todos os envolvidos na emergência”.

Estado de emergência que não tem data para terminar. Mesmo com um eventual fim do conflito, as consequências dos deslocamentos serão sentidas ainda por muitos anos, afirma a porta-voz do Acnur.

Com certeza os refugiados não conseguirão voltar para casa em um futuro próximo, por isso temos que garantir a permanência deles até que existam condições para um possível retorno. É importante lembrar que o maior desejo de um refugiado é voltar para casa. Ninguém é um refugiado por escolha, eles são obrigados a deixar o seu país, vemos famílias separadas, então o que eles mais querem é voltar para casa mas isso num futuro próximo não será possível”.

Habemus Papam

In bocca al lupo estava na Praça São Pedro às 19h06 de 13/03/13. Aqui vão alguns registros fotográficos e vídeos do momento histórico quando Papa Francisco foi eleito bispo de Roma.

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Cardeais brasileiros comentam último encontro com Bento XVI

Cardeais brasileiros comentam último encontro com Bento XVI
Rafael Belincanta
Direto da Cidade do Vaticano

O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, e o arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno, estavam entre os cardeais que na manhã desta quinta-feira (28/02/13) se despediram pessoalmente de Bento XVI.

“Singelo, breve, forte e profundo”, assim o arcebispo de São Paulo resumiu o encontro com Bento XVI. Dom Odilo ainda disse que viu “quase um testamento daquilo que o Papa quis deixar para a Igreja com suas últimas palavras”.

Dom Odilo, um dos cinco cardeais eleitores brasileiros, ressaltou ainda que Bento XVI “pediu para que o Colégio Cardinalício cuidasse bem da Igreja” durante a Sé Vacante até a escolha do novo Pontífice.

Por sua vez, Dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida, disse que nada muda em relação ao início das Congregações Gerais. “Nas Congregações Gerais participam todos os cardeais, no que podemos considerar um ‘pré-conclave’”, afirmou Dom Raymundo, que também estará na Capela Sistina para escolher o novo Papa.

Na manhã desta quarta-feira (27/02/13), o decano do Colégio Cardinalício, cardeal Angelo Sodano, informou que a primeira Congregação Geral acontecerá na próxima segunda-feira.

Bento XVI viajou hoje (28/02/13) para Castel Gandolfo onde deve permanecer por pelo menos dois meses,  período durante o qual os cardeais escolherão seu sucessor. Posteriormente, o Papa Emérito viverá no Mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano.

Dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida
Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra

Obras inéditas de Vik Muniz são apresentadas na Itália

Obras inéditas de Vik Muniz são apresentadas na Itália

A mostra Matrizes Italianas de Vik Muniz foi apresentada à imprensa nesta quarta-feira, em Roma. A exposição vai ser aberta ao público a partir de quinta-feira e poderá ser visitada gratuitamente até o dia 18 de dezembro, na sede da Embaixada do Brasil, na Piazza Navona, durante o 1º Festival de Cultura Brasileira. 

Roma – A “Criação do homem”, de Michelangelo visto e recriado por Vik Muniz. A obra-prima pintada no teto da Capela Sistina, no Vaticano, ganhou contornos modernos vindos do lixo. A obra inédita faz parte da coleção Pictures of Junk, na qual Vik escolhe uma personagem, a contextualiza na história da arte, tira uma foto e depois projeta no chão de seu estúdio. As linhas servem como guia e, assim, a imagem é recriada com materiais que foram descartados. Lixo para a maioria, fonte de inspiração para Vik. Pneus velhos, ferros retorcidos, móveis e aparelhos elétricos. Tudo é transformado em arte.

“A minha leitura tem mais a ver com o fato de que esta obra sobreviveu até chegar a mim, uma pessoa do século XXI, com uma força muito grande, com uma importância na minha história, isso é o que mais me interessa. Mas e o por quê desta imagem ter sobrevivido? Que tipos de significados ela carregou através dos tempos? Mais do que o significado que ela traz consigo, a priori, o mais interessante é como certas obras de arte conseguem ter uma vida através da história porque, obviamente, ela foi submetida a muitas leituras diferentes, de sensibilidades diferentes. Contudo, ela continua a ser uma obra importante nos dias de hoje. Isso para mim é mais fascinante do que o significado ou a simbologia da imagem”, contou Vik.

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Uma das obras de Vik

Outra obra inédita é de Caravaggio “Bacchino malato”, ou “pequeno deus do vinho doente” numa livre tradução, que faz parte da série Pictures of Magazine 2. Nessa coleção, Vik pega retalhos de livros e revistas, sejam populares ou eruditos, para recriar as obras. Contudo, não é fácil identificar a obra na primeira olhada. Ao acustumar os olhos, o pequeno deus se faz enxergar em meio a uma página de jornal com a foto de Scarlett Johansson ou um pedaço de uma pintura de Gauguin que, no final, assumem a mesma importância no todo.

Durante a coletiva à imprensa, Vik revelou ter ficado preocupado com o local da exposição: a luxuosa galeria Cortona, dentro do Palácio Pamphilj, sede da Embaixada do Brasil. “Antes de chegar, pensei em como seria a exposição, com as minhas obras misturadas ao ambiente renascentista da galeria. Mas no final, fiquei impressionado com o resultado. É algo que, no mínimo, chama a atenção”, brincou o artista paulista radicado em Nova Iorque.

A mostra Vik Muniz – Matrici Italiane – é uma homenagem de um dos mais reconhecidos artistas contemporâneos brasileiros aos mestres da pintura italiana. A exposição pode ser visitada, gratuitamente, até o dia 16 de dezembro, na Embaixada Brasileira, em Roma.