Neojiba: música que transforma vidas

Neojiba: música que transforma vidas

Tem um Podcast muito especial pra inaugurar o novo layout do blog: uma série de matérias com os músicos da Neojiba gravadas em setembro, quando eles passaram por Roma em turnê. Pude, durante os ensaios, conhecer a história de alguns destes jovens fantásticos. Compartilho com vocês porque dão ânimo para sonhar com um futuro melhor em meio a tantas incertezas.

neojiba
Marcos Vinicíus, um dos jovens

“As turnês são uma oportunidade incrível”.

“Um sonho quase deixado de ser sonhado”.

“Vim pra transformar quem assiste ao concerto”.

“É uma energia só, de beleza, de arte”.

“A música abriu totalmente a minha mente”.

“A música transforma a todo momento”.

Buon ascolto!

Um ano após renunciar ao papado, Bento XVI vive isolado

Um ano após renunciar ao papado, Bento XVI vive isolado
Rafael Belincanta
Direto de Cidade do Vaticano

Por volta das 16h algumas ruas da Cidade do Vaticano começam a ser fechadas ao tráfego e à passagem de pedestres, sobretudo aquela que leva ao Mosteiro Mater Ecclesiae, residência do papa emérito. Se desde 28 de fevereiro de 2013 Bento XVI não é mais o chefe da Igreja Católica, ao menos um dos seus compromissos de quando era pontífice continua sendo cumprido à regra: recolher-se em oração na gruta de Nossa Senhora de Lourdes, que recria com fidelidade aquela francesa em pleno coração dos Jardins do Vaticano.

Assim, isolado do mundo e longe das preocupações do Palácio Apostólico, a contribuição de Joseph Ratzinger à Igreja Católica hoje é, principalmente, espiritual. O porta voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, que acompanhou Bento XVI ao longo de seus 8 anos de pontificado, afirmou à Rádio Vaticano que a decisão de renunciar não foi prematura, ao contrário:

“Fazia séculos que um papa não renunciava. Portanto, para a maioria das pessoas, tratava-se de um gesto inusitado e surpreendente. Contudo, quem estava mais próximo a Bento XVI sabia que existia essa possibilidade, e Ratzinger já havia dito isso, muito tempo antes e com todas as palavras, a Peter Seewald”, (que publicou o livro “Luce del Mondo”, resultado de uma série de encontros com o papa emérito).

Padre Lombardi talvez esteja entre os poucos a não terem sido pegos de surpresa naquele 11 de fevereiro de 2013 quando, durante um consistório para a criação de novos cardeais, Bento XVI, em latim, anunciava seu afastamento:

23 de dezembro de 2013: Papa Emérito Bento XVI recebe o Papa Francisco e os dois trocam saudações de Natal, no Vaticano Foto: AP
“Bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice”.

O papa emérito concluiu sua mensagem de renúncia afirmando que manteria uma vida consagrada à oração e assim tem sido nesse período histórico no qual a Igreja Católica tem dois papas. Era justamente nesse ponto que a imprensa internacional e os próprios vaticanistas acostumados com os corredores da Santa Sé se concentravam: o que acontecerá à Igreja com dois papas?

Padre Lombardi estava tranquilo também em relação a esta questão: “O papado é um serviço e não um poder. Se se vivem os problemas no contexto do poder, é claro que duas pessoas podem ter dificuldades de convívio porque pode ser difícil o fato de renunciar a um poder e conviver com o sucessor. Porém, se se vive tudo isso exclusivamente como serviço, esse problema não existe”.

23 de março de 2013: Papa Francisco abraça o Papa Emérito Bento XVI quando ele chega à residência de verão Castelo Gandolfo Foto: Reuters
O fato é que após a renúncia de Ratzinger e a eleição de Bergoglio, papa Francisco e o papa emérito encontraram-se, oficialmente, três vezes. “É como ter um avô em casa, mas um avô sábio”, declarou papa Francisco aos jornalistas quando perguntaram como ele se sentia com dois papas vivendo no Vaticano. “Sempre o quis muito bem, fiquei feliz quando foi eleito e o mesmo senti quando renunciou: um exemplo de grandeza. Somente um grande homem seria capaz de tal gesto”, reiterou papa Francisco aos jornalistas durante o voo de retorno do Rio de Janeiro, no ano passado.

Entretanto, a renúncia de Bento XVI não cortou o elo com quem sempre admirou o teólogo Ratzinger antes, e também depois, já como pontífice. As visitas ao Mater Ecclesiae apesar de possíveis não são frequentes. Os pedidos para uma audiência com o papa emérito são muito bem analisados antes de serem aprovados. Nada de compromissos oficiais ou oficiosos: encontrar Bento XVI significa acompanhá-lo nas orações e, talvez, manter uma rápida conversa.

Prestes a completar 87 anos, em 17 de abril próximo, a figura do papa emérito torna-se cada vez mais etérea. Longe das atenções, o papa alemão já não ocupa os lugares de destaque nem ao menos nas bancas e lojas em torno ao Vaticano, dominadas pelas imagens de um sorridente papa Francisco e do onipresente papa João Paulo II. Talvez tenha sido essa ideia de ausência física e presença espiritual que Bento XVI havia amadurecido muito tempo antes da renúncia. Após um pontificado marcado pelas duras críticas à Igreja por sua conduta diante dos crimes de abuso de menores e do vazamento de informações sigilosas, a saída de cena de Joseph Ratzinger é como se fosse um retorno às suas origens.

“Bento XVI certamente sempre foi um homem de oração, durante toda sua vida, e desejava – provavelmente – ter um tempo no qual pudesse viver essa dimensão da oração com mais espaço, totalidade e profundidade. E este agora é o seu tempo”, conclui padre Lombardi.

Com visita ao papa, Hollande busca se aproximar de eleitorado católico

Com visita ao papa, Hollande busca se aproximar de eleitorado católico

Os dois Franciscos: o papa recebe François Hollande no Vaticano, nesta sexta-feira (24/01).

Os dois Franciscos: o papa recebe François Hollande no Vaticano, nesta sexta-feira (24/01).

REUTERS/Alessandro Bianchi
Ainda envolto nas especulações sobre seu caso amoroso com uma atriz e a crise conjugal com sua companheira Valérie Trierweiller, o presidente francês, François Hollande, foi recebido nesta sexta-feira (24/01), no Vaticano, pelo papa Francisco. Horas antes do encontro, de noite, uma bomba caseira explodiu perto de uma igreja francesa em Roma. Segundo a polícia, a explosão provocou danos em um prédio e em cinco carros estacionados. O ataque não foi reivindicado.

A imprensa italiana, segundo o correspondente da RFI em Roma, Rafael Belincanta, diz que Hollande vem a Roma tentar uma reconciliação com os eleitores católicos franceses, cada vez mais hostis às suas políticas, que incluem o casamento gay, uma legislação para tornar o aborto menos restritivo e discussão sobre a eutanásia terapêutica.

Poucos dias antes, no tradicional discurso de início de ano aos embaixadores, o papa Francisco disse que “provocava horror somente o pensamento de que existam crianças que jamais poderão ver a luz, vítimas do aborto”. Na semana passada, o papa também mandava seu apoio à “Marcha pela Vida” francesa. Na França, onde o aborto é legal desde 1981, foi aprovada recentemente uma legislação que diminui a burocracia para se conseguir a intervenção.

Em meia hora de encontro, Hollande e o papa também devem conversar sobre assuntos onde suas visões são mais convergentes, como o problema da imigração, a situação na África e a guerra na Síria.

FAO diz que cerca de 870 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo

FAO diz que cerca de 870 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo

 

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Agência informa que houve reduções nos níveis de insegurança alimentar na Ásia e na América Latina; mas na África, nos últimos quatro anos, mais 20 milhões de pessoas foram lançadas numa situação de fome.

Dezenas de milhares de pessoas já morreram por causa da fome no Chifre da África

Rafael Belincanta, de Roma para a Rádio ONU.*

Um novo relatório das Nações Unidas, divulgado nesta terça-feira, revela que cerca de 870 milhões de pessoas continuam passando fome em todo o mundo. Apesar de uma queda no número de famintos na América Latina e na Ásia, um em cada oito habitantes do planeta ainda sofre de má nutrição.

O documento “O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2012” informa que a grande maioria das pessoas que passam fome, ou 852 milhões, vivem em países em desenvolvimento.

Políticas

Mas a pesquisa também registra casos de sucesso. Na América Latina, por exemplo, Peru e Nicarágua conseguiram reduzir o problema em 54% e 49%, respectivamente.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, José Graziano da Silva, afirmou que com políticas coordenadas, algumas regiões poderão atingir as Metas do Milênio.

Nesta entrevista à Rádio ONU, de Roma, Graziano da Silva, falou sobre os resultados das políticas de combate à fome no Brasil.

“Merece destaque também para o Brasil que reduziu em 40% o número de pessoas com fome entre 1990 e 2012”.

A região que obteve mais êxito no combate à fome, segundo o relatório da FAO, foi a Ásia. Nos últimos 10 anos, 200 milhões de pessoas deixaram de ser ameaçadas pelas insegurança alimentar. A China, em números absolutos, reduziu em 100 milhões o número de famintos.

Mas na África, enquanto alguns países apresentam avanços, outros ainda estão estagnados, como contou Graziano da Silva.

“Infelizmente, nas regiões da África Subsaariana e no Chifre da África vimos um aumento do número de pessoas com fome. É uma região em que temos enfrentado todos os tipos de problemas como secas, inundações, conflitos e vai na contramão da tendência geral da redução da (fome). Mas mesmo na África temos boas notícias: Gana, por exemplo, reduziu a fome em 87%, Mali, antes do conflito, tinha uma redução de 44% e Camarões de 35%.

Isso mostra que mesmo em situações adversas, quando há políticas para promover o desenvolvimento agrícola, principalmente dos pequenos agricultores, como foi feito em Gana, elas dão resultados imediatos no número de famintos”

A FAO lembrou que alguns ganhos no combate à fome foram revertidos com a recessão global. Mas segundo Graziano da Silva é inaceitável que o mundo ainda tenha 100 milhões de crianças, com menos de cinco anos de idade, que estejam abaixo do peso por não ter o suficiente para comer.

Ele encerrou dizendo que a comunidade internacional precisa se esforçar mais para reverter o quadro da fome no mundo.

 

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