Advogado de Pizzolato diz que cliente não vai aceitar extradição

Advogado de Pizzolato diz que cliente não vai aceitar extradição

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, preso na Itália com documentos do irmão morto.

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, preso na Itália com documentos do irmão morto.

ebc.com.br

A primeira audiência de Henrique Pizzolato diante da Corte de Apelação de Bolonha deve ser marcada nos próximos dias, como explicou seu advogado, Lorenzo Bergami, em entrevista exclusiva à Rádio França Internacional. O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, era o único dos 25 condenados do processo do mensalão foragido no exterior.

“Ainda na sexta-feira ou no máximo na segunda, Pizzolato será convocado diante da Corte de Apelo para verificar sua identidade real e para seja feita uma simples pergunta: se ele aceita ou não ser extraditado para o Brasil”, explicou Bergami. “Caso aceite, o processo é concluído e ele será entregue às autoridades brasileiras”, acrescentou. Mas o advogado afirmou que seu cliente, na sua faculdade de cidadão italiano, já declarou que deseja ser julgado na Itália.

Henrique Pizzolato prefere ser julgado na Itália, diz advogado

06/02/2014

“Ele já disse que não pretende dar o consenso para a sua extradição”, disse Bergami. Segundo o advogado, nesse caso, a tramitação poderá se arrastar por semanas. “Se ele não aceitar a extradição, abre-se um processo no qual, em primeiro lugar, serão envolvidos os ministros da Justiça brasileiro e italiano”, explicou. “A Corte de Apelação de Bolonha, por sua vez, analisará os pedidos do ministério, para saber se existem os pressupostos para que Pizzolato seja extraditado”, concluiu.

Falsa identidade

Henrique Pizzolato, de 61 anos, que estava foragido desde novembro de 2013, foi detido na quarta-feira pela polícia italiana na cidade de Maranello. Entre os documentos encontrados, no momento da prisão, estavam um passaporte brasileiro e carteiras de identidade falsas, todos em nome Celso Pizzolato, irmão do ex-diretor de marketing do BB, morto há mais de 30 anos.

A condenação de 12 anos e 7 meses no Brasil é um grande argumento que pode ser usado pelas autoridades brasileiras. Contudo, em Roma, o Ministério da Justiça ainda não registrou nenhum pedido de extradição de Pizzolato por parte da Justiça brasileira. Enquanto a data de apresentação diante da Corte de Apelação não é estipulada, Henrique Pizzolato segue detido na “Casa Circondariale”, em Modena.

Polícia italiana se pronuncia esta manhã sobre a prisão de Pizzolato

Polícia italiana se pronuncia esta manhã sobre a prisão de Pizzolato

Henrique Pizzolato, de 61 anos, estava foragido desde novembro na Itália.

A polícia italiana vai se pronunciar oficialmente nesta quinta-feira (6) sobre a prisão do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato. Condenado pela justiça brasileira por corrupção e lavagem de dinheiro no escândalo do mensalão, ele estava foragido desde novembro. Pizzolato, que tem cidadania italiana, foi preso ontem em Maranello, na casa de um sobrinho.

Com a colaboração de Rafael Belincanta, correspondente da RFI na Itália

As declarações da polícia italiana sobre a prisão de Henrique Pizzolato aos correspondentes brasileiros na Europa serão feitas na sede do comando central dos Carabinieri em Modena, onde o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil está preso. O coronel Carlo Carrozzo, responsável pela prisão do mensaleiro, não confirma se os jornalistas poderão falar com Pizzolato.

Esclarecimentos sobre fuga

Esta será a primeira chance, desde novembro do ano passado, para esclarecer as circunstâncias da fuga de Henrique Pizzolato do Brasil, entender como o condenado chegou à Itália e quais documentos realmente usou na viagem.

A deputada ítalo-brasileira do parlamento italiano, Renata Bueno, afirmou que pedirá às autoridades italianas que Pizzolato possa cumprir sua pena no Brasil, mesmo se a Itália não extradite seus próprios cidadãos. Por enquanto, Pizzolato segue à disposição da justiça italiana. O único crime cometido por ele na Itália é o uso de documentos falsos, brasileiros e italianos, com o nome de seu irmão Celso Pizzolato, morto em 1978.

Prisão

Henrique Pizzolato, único dos 25 condenados do processo do mensalão foragido, foi detido na manhã desta quarta-feira em Maranello, no norte da Itália. No momento da detenção, ele apresentou “um passaporte brasileiro falso e duas carteiras de identidade italianas, também falsas, em nome de seu irmão falecido”, informou a polícia.

Maranello, que abriga a fábrica e o museu da Ferrari, estava na lista dos locais vigiados pela Interpol, já que Fernando Grando, sobrinho do acusado que trabalha para a montadora, vive na cidade. Na manhã desta quarta-feira a polícia viu a mulher de Pizzolato aparecer na janela da residência do sobrinho e decidiu invadir a casa.

Pizzolato está detido no comando central da polícia de Modena, a cerca de 20 quilômetros de Maranello. O governo brasileiro já avisou que fará um pedido formal de extradição.

Pizzolato foi preso na casa de sobrinho, com documentos de irmão falecido

Pizzolato foi preso na casa de sobrinho, com documentos de irmão falecido
  • Rafael Belincanta
  • Direto de Roma

Foram dois dias e uma noite de investigações para chegar ao paradeiro de Henrique Pizzolato. Na manhã desta quarta-feira, após seguir pistas da Interpol italiana, finalmente a Polícia da Itália colocou fim ao mistério da fuga de Henrique Pizzolato. O foragido estava na casa de um sobrinho em Maranello, no norte da Itália.

Henrique Pizzolato com o passaporte falso em nome de seu irmão.
Henrique Pizzolato com o passaporte falso em nome de seu irmão.

“Esperamos que o sobrinho saísse para trabalhar e vimos que, na casa alguém, se aproximou da janela. Era a esposa de Pizzolato. Decidimos realizar uma incursão e localizamos o fugitivo dentro da casa”, declarou ao Terra ‪o comandante dos policiais da província de Modena, Carlo Carrozzo. 

 

Pizzolato foi preso com um passaporte brasileiro falso e duas cartas de identidade, também falsas, em nome do seu falecido irmão Celso Pizzolato. A mulher do ex-diretor do Banco do Brasil, a arquiteta Andréa Eunice Haas, foi liberada. Ele permanece detido em Modena, à disposição da Justiça italiana.

Polícia italiana confirma que Pizzolato foi preso com passaporte falso em nome do irmão morto

Polícia italiana confirma que Pizzolato foi preso com passaporte falso em nome do irmão morto

Imagem do site da Interpol, que emitiu um mandado de busca internacional contra Henrique Pizzolato.

As autoridades italianas confirmaram nesta quarta-feira (5) que Henrique Pizzolato foi preso com um passaporte brasileiro falso na cidade de Maranello. Em entrevista exclusiva à RFI, o chefe da polícia local explicou que o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil também detinha duas carteiras de identidade italianas falsificadas. Todos os documentos estavam em nome de seu irmão Celso Pizzolato, morto há 36 anos.

Henrique Pizzolato, único dos 25 condenados do processo do Mensalão foragido no exterior, foi detido na manhã desta quarta-feira em Maranello, no norte da Itália. Em entrevista exclusiva a RFI, Carlo Carrozzo, chefe do comando da polícia italiana na província de Modena, confirmou a detenção e disse que, ao ser preso, Pizzolato apresentou “um passaporte brasileiro falso e duas carteiras de identidade italianas, também falsas, em nome de seu irmão falecido”.

Rafael Belincanta, correspondente da RFI na Itália

05/02/2014

Maranello, que abriga a fábrica e o museu da Ferrari, estava na lista dos locais vigiados pela Interpol, já que Fernando Grando, sobrinho do acusado que trabalha para a montadora, vive na cidade. Na manhã desta quarta-feira a polícia viu a mulher de Pizzolato aparecer na janela da residência do sobrinho e decidiu invadir a casa.

Pizzolato  está detido no comando central da polícia de Modena, a cerca de 20km de Maranello, e ficará à disposição da justiça italiana. Embora o brasileiro tenha um mandado de captura emitido pela Interpol em 190 nações, dentro do território italiano ele é um homem livre, já que também tem cidadania italiana e não cometeu nenhum crime no país, além do porte de documentos falsos. A Itália proíbe que seus próprios cidadãos sejam extraditados. O governo brasileiro já avisou que fará um pedido formal de extradição.

Condenado a 12 anos e sete meses de prisão em regime fechado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil foi o único réu do Mensalão que não se apresentou à polícia. De acordo com a acusação, ele teria autorizado repasses do banco a empresas do publicitário Marcos Valério, operador do esquema.