L’Aquila: cinque anni dal terremoto

L’Aquila: cinque anni dal terremoto

Un anno fa io e la mia collega Flavie abbiamo girato un piccolo documentario quando L’Aquila ricordava 4 anni dal terremoto. Oggi, 6 aprile 2014, 5 anni dopo la tragedia, L’Aquila e’ ancora Zona Rossa. Secondo i ricercatori dell’INGV, la prevenzione contro i terremoti  e’ l’unica uscita per evitare altre vittime in un Paese sismico come l’Italia. Purtroppo, una questione assai trascurata dal governo.

I ricercatori dell’INGV hanno pubblicato un articolo speciale

Terremoto dell’Aquila, 4 anni dopo

Terremoto dell’Aquila, 4 anni dopo

Zona Rossa / Red Zone (Documentario. Roma, 2013 – 7′)

Nel cuore della penisola italiana, tra le montagne dell’Abruzzo, esplose una delle più furiose e terribili forze della natura. L’Italia si svegliò con una scossa che ha colpito non solo l’Abruzzo ma ben tutto il paese e anche il mondo. Davanti allo scenario di guerra, tra le macerie e i morti, dal dolore della città, ancora una volta è apparsa una vecchia domanda: Riusciranno mai gli uomini a prevedere i terremoti?

In the heart of the Italian peninsula, among the Abruzzo mountains, a terrifying natural
force manifested itself. Italy woke up with an earthquake that shocked not only the
Abruzzo region, but also the rest of the country and, somehow, the entire world. In
front of a sort of war scenario, with ruins and casualties, an old question reappeared:
Can we predict earthquakes?

 

L’Aquila, cidade-fantasma

Três anos após o terremoto de 5.9 na escala Richter, que deixou 308 mortos e milhares de feridos, o centro histórico de L’Aquila virou uma cidade fantasma. Na praça, o som do rádio tenta quebrar o silêncio imposto pelo isolamento. É possível passar por algumas partes atingidas pelo terremoto, mas a chamada Zona Vermelha – que ainda oferece riscos – é controlada pelo exército.

O ar de tristeza está até no olhar dos animais, poucos, que como outros poucos moradores tentam em vão recuperar as rotinas que as profundezas sacudiram para sempre. Perdeu-se a esperança. Algumas colchas de retalhos tentam trazer de volta um pouco de cor mas logo ao lado fotos da tragédia sobrepostas mostram como era a vida na cidade antes do terremoto.

Lembranças que ainda estão a flor da pele, principalmente dos moradores que naquela madrugada viram ruir suas vidas, tendo que deixar para trás suas histórias e pessoas amadas. Num mural improvisado, os visitantes e moradores podem deixar uma mensagem. Para dizer, “Eu me lembro”, a maioria dos bilhetes traz a palavra Amarcord, imortalizada por Fellini na forma do dialeto romanesco para “Io mi ricordo”, do italiano.

Muito já foi feito na recuperação, mas as rachaduras ainda estão expostas a sangue aberto. As gruas gigantes dominam o skyline, mas aqui nenhum arranha-céu está sendo construído: elas auxiliam os operários a colocar novamente em pé construções seculares.

– Posso gravar uma entrevista com vocês, pergunta um jornalista do Il Fatto Quotidiano.

– Desculpe, mas moramos em Roma.

Ele queria saber sobre as eleições municipais. Talvez a pergunta seria o que é possível fazer, politicamente, para dar novas asas à águia dos Abruzzi.