Lotus 1985 de Senna vai à pista em Ímola e encerra tributo

Sob chuva e depois de quase 30 anos, a Lotus 97t de 1985 com a qual Ayrton Senna conseguiu duas vitórias e sete pole positions voltou à pista em Ímola neste sábado.

ayrton senna'sO Tributo a Ayrton Senna, 20 anos depois de sua morte, terminou com este evento pela manhã e foi uma chance única de reviver a memória do tricampeão.

Nestes quatro dias de Tributo, de certa forma, Ayrton esteve presente. Seja por meio de seus F1 originais expostos nos boxes do autódromo Enzo e Dino Ferrari – onde Senna ganhou três corridas – assim como na memória do público que compareceu em peso ao local que o ídolo morreu de forma trágica.

A grande estrela do tributo, a Mclaren do primeiro título mundial, não saiu dos boxes. Não era necessário.

 

 

“Não falta dinheiro para o desenvolvimento da agricultura em Angola”, diz chefe do IFAD

“Não falta dinheiro para o desenvolvimento da agricultura em Angola”, diz chefe do IFAD

Nigeriano Kanayo Nwanze concedeu entrevista à DW África sobre a sua última visita à Angola. Para ele, a falta de investimentos faz com que metade dos alimentos consumidos em Angola sejam importados.

Após a sua primeira visita oficial a Angola, no início de Março, o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (IFAD), Kanayo Mwanze, já tem uma convicção.

“Atualmente, somente 2% do orçamento de Angola é aplicado em programas para o desenvolvimento da agricultura. Diante dessa falta de investimento, não surpreende que mais de 50% dos alimentos consumidos em Angola sejam importados”, afirma.

O chefe do IFAD diz que não falta dinheiro em Angola para o desenvolvimento da agricultura. Para ele, a desigualdade social que hoje assola o país é consequência parcial da guerra.

“[O baixo investimento na agricultura] reflete diretamente nos contrastes sociais, com preços inflacionados que fazem de Luanda uma das capitais mais caras e desiguais do mundo”, afirma o nigeriano.

Problema identificado

Ele ressalta que existem recursos para transformar essa realidade. Faltaria capacitação. Basta lembrar, conforme Nwanze, a vocação rural que Angola tinha antes da guerra.

“O governo reconhece a importância da agricultura. E quer usar os recursos que estão sendo gerados por meio da indústria extrativista – petróleo e diamantes – para financiar a agricultura”, diz o presidente do IFAD.

Nwanze: “é necessário recuperar vocação de antes da guerra”

Nwanze acrescenta que o mais importante é o poder público incentivar “capacitação para instituições e pessoas, além de promover investimentos maciços para o desenvolvimento rural”, afirma.

Antes da guerra, Angola era quase auto-suficiente na alimentação. Mantinha produções importantes de cassava e coco. A guerra não somente destruiu todas as plantações, mas também resultou em uma grande migração das zonas de plantio para as cidades.

Segundo Nwanze, se o país conseguisse revitalizar esses sistemas alimentares, ao menos seria capaz de reduzir as despesas de importação.

“Penso que isso é essencial. Mais importante do que a competitividade no mercado internacional é a produção de alimentos suficientes para que a agricultura não seja somente de subsitência, mas que os agricultores possam alimentar suas famílias e comercializar o excedente”, opina.

Capacitação disponível

Ele insiste que, se houver investimento de massa na agricultura, em 10 anos, Angola terá mudado, mas é preciso manter uma visão de longo prazo para que isso aconteça”, adverte.

Nwanze diz que ouviu durante encontros com representantes do Banco para o Desenvolvimento de Angola (BDA), que “dinheiro não é problema.”

Kanayo Nwanze

“Angola tem dinheiro, não há dúvidas sobre isso. Minha discussão com o diretor executivo do BDA foi para saber como se pode capacitar o banco para que consiga avaliar propostas, ter pessoas para planejar e supervisionar os projetos.”

O IFAD poderia atuar exatamente nesta área, segundo Nwanze. Poderia proporcionar “treinamento ao pessoal no próprio país ou em Roma para ajudar a criar as instituições nacionais”, diz.

Atualmente, o IFAD apoia o desenvolvimento da agricultura em Angola, junto com o Banco Mundial, na chamada “Agricultura Familiar Orientada ao Mercado”. O financiamento do programa é de 50 milhões de dólares, dos quais 9 milhões provêm do fundo internacional.

A partir de Setembro deste ano, um novo projeto voltado à pesca artesanal deve entrar em vigor, mas ainda depende de financiamento.

“Não falta dinheiro para o desenvolvimento da agricultura em Angola”, diz chefe do IFAD

Pizzolato foi preso na casa de sobrinho, com documentos de irmão falecido

Pizzolato foi preso na casa de sobrinho, com documentos de irmão falecido
  • Rafael Belincanta
  • Direto de Roma

Foram dois dias e uma noite de investigações para chegar ao paradeiro de Henrique Pizzolato. Na manhã desta quarta-feira, após seguir pistas da Interpol italiana, finalmente a Polícia da Itália colocou fim ao mistério da fuga de Henrique Pizzolato. O foragido estava na casa de um sobrinho em Maranello, no norte da Itália.

Henrique Pizzolato com o passaporte falso em nome de seu irmão.
Henrique Pizzolato com o passaporte falso em nome de seu irmão.

“Esperamos que o sobrinho saísse para trabalhar e vimos que, na casa alguém, se aproximou da janela. Era a esposa de Pizzolato. Decidimos realizar uma incursão e localizamos o fugitivo dentro da casa”, declarou ao Terra ‪o comandante dos policiais da província de Modena, Carlo Carrozzo. 

 

Pizzolato foi preso com um passaporte brasileiro falso e duas cartas de identidade, também falsas, em nome do seu falecido irmão Celso Pizzolato. A mulher do ex-diretor do Banco do Brasil, a arquiteta Andréa Eunice Haas, foi liberada. Ele permanece detido em Modena, à disposição da Justiça italiana.

Polícia italiana confirma que Pizzolato foi preso com passaporte falso em nome do irmão morto

Polícia italiana confirma que Pizzolato foi preso com passaporte falso em nome do irmão morto

Imagem do site da Interpol, que emitiu um mandado de busca internacional contra Henrique Pizzolato.

As autoridades italianas confirmaram nesta quarta-feira (5) que Henrique Pizzolato foi preso com um passaporte brasileiro falso na cidade de Maranello. Em entrevista exclusiva à RFI, o chefe da polícia local explicou que o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil também detinha duas carteiras de identidade italianas falsificadas. Todos os documentos estavam em nome de seu irmão Celso Pizzolato, morto há 36 anos.

Henrique Pizzolato, único dos 25 condenados do processo do Mensalão foragido no exterior, foi detido na manhã desta quarta-feira em Maranello, no norte da Itália. Em entrevista exclusiva a RFI, Carlo Carrozzo, chefe do comando da polícia italiana na província de Modena, confirmou a detenção e disse que, ao ser preso, Pizzolato apresentou “um passaporte brasileiro falso e duas carteiras de identidade italianas, também falsas, em nome de seu irmão falecido”.

Rafael Belincanta, correspondente da RFI na Itália

05/02/2014

Maranello, que abriga a fábrica e o museu da Ferrari, estava na lista dos locais vigiados pela Interpol, já que Fernando Grando, sobrinho do acusado que trabalha para a montadora, vive na cidade. Na manhã desta quarta-feira a polícia viu a mulher de Pizzolato aparecer na janela da residência do sobrinho e decidiu invadir a casa.

Pizzolato  está detido no comando central da polícia de Modena, a cerca de 20km de Maranello, e ficará à disposição da justiça italiana. Embora o brasileiro tenha um mandado de captura emitido pela Interpol em 190 nações, dentro do território italiano ele é um homem livre, já que também tem cidadania italiana e não cometeu nenhum crime no país, além do porte de documentos falsos. A Itália proíbe que seus próprios cidadãos sejam extraditados. O governo brasileiro já avisou que fará um pedido formal de extradição.

Condenado a 12 anos e sete meses de prisão em regime fechado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil foi o único réu do Mensalão que não se apresentou à polícia. De acordo com a acusação, ele teria autorizado repasses do banco a empresas do publicitário Marcos Valério, operador do esquema.

Vivendo em tenda no Líbano, refugiado sírio vende frutas para sobreviver

Vivendo em tenda no Líbano, refugiado sírio vende frutas para sobreviver

Confira o depoimento de Majed Hamadi, que fugiu da guerra civil em seu país

CliqRefugiado sírio enfrenta drama para sobreviver em outro paísue no link para iniciar o vídeo
Refugiado sírio enfrenta drama para sobreviver em outro país
  • Rafael Belincanta
  • Direto de Beirute

Majed Hamadi vive em uma tenda em um terreno próximo à fronteira libanesa desde que fugiu da Síria. Tem 31 anos e quatro filhos. Os menores ficam com a mãe, na tenda. Os outros dois frequentam as aulas de uma ONG que ajuda os filhos dos refugiados sírios. Seus outros 14 irmãos também vivem no mesmo terreno.

A tenda recebeu uma nova moradora nas últimas semanas: sua cunhada, que fugiu de uma cidade ao norte de Damasco. Pagou US$ 500 para atravessar a fronteira ilegalmente. Sem documentos, Majed não pode ser cadastrado como refugiado para receber ajuda internacional. Ele conta que, para sobreviver, trabalha em uma pequena plantação de frutas e verduras. Cinco vezes por semana recolhe a pequena produção para vender nas ruas.

Quando pergunto se ele pensa no futuro, a resposta é seca. “Vivo um dia de cada vez. Sem planos para o futuro”, diz. E quando falamos de seu país, se espera retornar, sem dúvidas responde: “Sim. Síria”.

VEJA FOTOS DE MAJED HAMADI E SUA FAMÍLIA
 Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra
Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra
 Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra
 Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra
 Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra
 Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra