Foco África

Deutsche Welle: Programas em Português para África reformulados

No dia 27 de outubro de 2014 começa o novo programa de rádio para a África lusófona da DW. A emissora internacional da Alemanha irá transmitir duas vezes por dia, de segunda- a sexta-feira emissões de 20 minutos cada.

No dia 27 de outubro de 2014 começa o novo programa de rádio para a África lusófona da DW. A partir desta data, a emissora internacional da Alemanha irá transmitir duas vezes por dia, de segunda- a sexta-feira emissões de 20 minutos cada que abordam acontecimentos internacionais, desenvolvimentos relevantes em África e temas importantes da Alemanha. Particular atenção será dada aos valores centrais da política externa e da cooperação alemã: democracia, Estado de direito e direitos humanos, entre outros.

“Em África, a DW é muito apreciada, porque analisa os desenvolvimentos atuais a partir de uma perspetiva alemã e europeia“, diz a diretora de programas da DW, Gerda Meuer. O novo programa centra-se na informação atual para os cinco países lusófonos em África, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

O Contraste, programa de informação de fundo da DW, será emitido futuramente aos feriados dentro do programa de 20 minutos, pois deixa de haver emissões aos sábados e domingos a partir de 26 de outubro.

O Learning by Ear – Aprender de Ouvido, programa educativo que é muito apreciado pelos ouvintes africanos da DW, continuará disponível através da página internet www.dw.de/aprenderdeouvido e através das rádios parceiras da DW.

Como ouvir a DW África no futuro

A DW aposta nas redes sociais e no diálogo com os ouvintes e leitores

Na distribuição dos programas, a DW aposta na sua rede de parceiros FM, em aplicações móveis e na página internet www.dw.de/portugues. Neste momento, mais de 25 parceiros retransmitem os programas na íntegra em África, entre os quais 14 emissoras de FM em Moçambique. Segundo um estudo representativo em Moçambique do departamento de pesquisas da DW, 21 % do público alvo ouve pelo menos uma vez por semana a DW em português.

Como as emissões de onda curta perderam popularidade nos últimos anos, a DW deixa de usar esta via de transmissão a partir do dia 26 de outubro. Cada vez mais africanos têm telemóveis com acesso à internet, o que possibilita novas alternativas à DW para chegar ao seu público alvo. As emissões já estão disponíveis através da versão móvel da página web da DW www.dw.de/movel.

A página internet e as redes sociais

A oferta online da DW em português para África também se adapta às mudanças. A partir de 27 de outubro, aposta ainda mais no diálogo com os utilizadores da sua página. A emissora reforça também a sua presença nas redes sociais: a página da DW no Facebook já tem mais de 39.000 fãs (www.facebook.com/dwportugues) e uma taxa de interação muito alta.


 

ÁFRICA CONTINUA A REGIÃO MAIS DESNUTRIDA DO MUNDO; BRASIL VIRA EXEMPLO DE COMBATE À FOME

Nunca se produziu tanto alimento quanto em 2014. Apesar disso, 805 milhões de pessoas ainda não têm acesso à uma alimentação digna e estão subnutridas, segundo o relatório anual da ONU sobre a fome no mundo em 2014.

DSC_0289Foi apresentado nesta terça-feira (16.09), em Roma, na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), o relatório anual sobre a fome no mundo em 2014. A apresentação este ano foi antecipada para que, na próxima semana, os resultados possam ser divulgados durante a Assembleia geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Nunca se produziu tanto alimento quanto em 2014. Apesar disso, 805 milhões de pessoas ainda não têm acesso a uma alimentação digna e estão subnutridas. A situação paradoxal afeta principalmente as populações nos países em desenvolvimento, que concentram 791 milhões dos subnutridos.

África desnutrida: o caso dos PALOP

Somente na África, são 226 milhões os subnutridos, o que representa 22% da população do continente. Numa caminhada contrária ao resto do planeta, o número de pessoas famintas na África tem aumentado desde 1990.

Para se ter uma ideia, somente, Angola e Moçambique somam 11 milhões de subnutridos. Apesar de Angola ter alcançado a meta do desenvolvimento do milénio ao reduzir pela metade a proporção de pessoas subnutridas, atualmente 4 milhões de angolanos não conseguem comer com dignidade. Um sinal claro de que a desigualdade social é um fator que impede o desenvolvimento pleno do país. Em mais de 20 anos de luta contra a fome, Moçambique reduziu a proporção da população subnutrida em 50%, caminha para atingir a meta de desenvolvimento do milênio, mas continua a ser pátria de 7 milhões de subnutridos.

A redução da pobreza e da percentagem de pessoas com fome é também bastante visível outros PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). Na Guiné-Bissau, a descida é menos significativa: apenas 23,5%, correspondente à redução da fome na população.

Em Cabo Verde, a redução é de 38,9%, equivalente à descida na percentagem da população com fome de 16,1% em 1990 para 9,9% este ano. Em São Tomé e Príncipe, a percentagem de pessoas malnutridas desceu de 22,9% para 6,8%.

O  diretor geral da FAO, José Graziano da Silva, traça um rápido panorama de alguns obstáculos que fazem com que África hoje, infelizmente, esteja a perder a luta contra a fome.

“Nós vemos hoje que ainda há muitas limitações estruturais para os investimentos privados na agricultura africana. Eu começaria pela instabilidade político-social, e o conflito que existe em boa parte dos países da região. Ninguém vai investir num país com instabilidade política e social. Porém, temos visto que os governos não têm dedicado recursos suficientes para prover a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento das áreas rurais. Sem infra-estrutura, também, o setor privado não vai investir na agricultura dos países africanos.”

Apesar da falta de estabilidade e infra-estrutura, alguns países africanos são modelos a ser seguidos, lembra o diretor-geral da FAO. “Eu destacaria o Gana e o Malawi, que apesar de todas essas adversidades, conseguiram dar um avanço significativo na redução dos subnutridos.

O exemplo do Brasil

As políticas públicas de combate a fome no Brasil ganharam capítulo especial. O país não somente atingiu a meta de desenvolvimento do milênio (diminuir pela metade a proporção de pessoas que passam fome até 2015) assim como o objetivo mais árduo estabelecido pelo World Food Summit em reduzir pela metade o número absoluto de pessoas que passam fome.

“Particularmente, no caso do Brasil isso chama muito a atenção. O Brasil, por ter 200 milhões de habitantes, puxa os números [da América Latina] e o que nós vimos no Brasil durante toda a década passada, a partir do ano 2000, foi um forte decréscimo no número de pessoas subnutridas. Se tomarmos os triênios a partir de 2002, o decréscimo é de -1,7%, em 2005-2007, passa a -5%, mantém-se em -5% em 2009-2012 e aumenta para -5,1% no período recente, de 2011-2013″, finalizou o diretor geral da FAO, José Graziano da Silva.

Links originais: DW e RV

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