A FAO publicou nesta segunda-feira (17/10), o relatório sobre o Estado da Agricultura e Alimentação no mundo.

Depois de sair do Mapa da Fome em 2014, o Brasil agora se preocupa com o percentual de pessoas com sobrepeso e obesas.

Diante das mudanças climáticas, a agricultura no país precisa se adaptar.

“Não podemos mais fazer previsões acertadas sobre a produtividade”, disse o Diretor Geral da FAO, José Graziano da Silva.

“Essa adaptação vai muito no sentido de usar tecnologia simples, mas moderna, que ajude a reduzir, mitigar, os efeitos da emissão de gases. Isso pode ser simples de aplicar: práticas de cultivo mínimo, por exemplo, muito difundida hoje na América do Sul; o uso de variedades resistentes ao calor e que tenham uma maior capacidade de sintetizar nitrogênio. Tudo isso vai na direção de tornar a agricultura mais resistente aos impactos das mudanças climáticas”, destacou ainda Graziano.

Entre alguns impactos potenciais da mudança climática no Brasil estão a desertificação e salinização das zonas áridas e o aumento de incêndios na Amazônia, seguido de um processo de “savanização”.

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A fermentação entérica do gado é a grande vilã da agricultura

O Brasil recentemente completou o Plano de Adaptação Nacional para a agricultura. No entanto, previsões da FAO indicam que a partir de 2050 – caso o modelo de produção atual não seja alterado – as produções de milho e soja no Brasil podem cair até 40%. Entre 2010 e 2029, a queda estimada da produção nacional de trigo, por exemplo, é de 6%.

 

Gás estufa

Em 2014, o Brasil lançou na atmosfera 441 905 toneladas de dióxido de carbono proveniente da pecuária, atrás somente da China, Índia e Estados Unidos.

A fermentação entérica de bovinos, ovinos e caprinos representa 58% das emissões de metano na América Latina. Soma-se a isso o esterco deixado no pasto, que representa outros 23% das emissões de gás metano.

O secretário do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Caio Tibério da Rocha, representou o Brasil na abertura plenária do Comitê de Segurança Alimentar.

“A nossa participação na FAO, o direcionamento do nosso caminho, é o caminho da qualificação, o caminho de combatermos com muita força a desnutrição, com um programa de alimentação saudável. Não basta termos saído do Mapa da Fome: nós temos que combater os 52% da nossa população que apresenta sobrepeso, 18% com obesidade. A outra questão que também é preciso reforçar é a questão da política de mudança do clima: não tem no planeta nenhum programa que tem o investimento que tem o Brasil na área da agricultura do baixo carbono”.

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