O consumo mundial de peixes de aquicultura superou pela primeira vez na história a pesca natural. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (08/07), pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

O Relatório anual sobre o estado da Pesca e Aquicultura no mundo revela ainda que o Brasil está entre os 25 maiores produtores de peixes de aquicultura.

O Diretor Geral da FAO, José Graziano da Silva, afirmou que o consumo de peixes de aquicultura superou o de pesca natural no país. Atualmente, mais de 50% dos peixes consumidos no Brasil são provenientes da piscicultura.

“O Brasil está na liderança dos países que aumentaram o consumo de peixe. Há poucos países, infelizmente, que estão aumentando este tipo de consumo. Digo infelizmente porque o peixe tem se mostrado uma proteína de melhor qualidade para o consumo humano e recomendado para uma dieta saudável”, explicou.

Potencial

Graziano afirma que o Brasil detém um grande potencial de crescimento para o setor. Ele cita grandes açudes e lagos que podem ser utilizados para a piscicultura graças a uma lei que reconhece estas águas como públicas. Porém, adverte que o Governo brasileiro deve defender os pequenos aquicultores e pescadores.

“Há sempre uma tendência, uma vez estabelecida uma atividade lucrativa como é a aquicultura hoje no Brasil, que grandes empresas entrem neste mercado. Isso é parte da tendência econômica de grandes grupos econômicos que procuram alternativas para a inversão dos seus capitais. O que precisa ser feito é o que vem sendo feito, mas em maior escala: proteger os pequenos. É papel do Estado proteger os pequenos”, reiterou.

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Certificação aos países que aderiram ao Tratado

Brasil fora de tratado internacional

Às vésperas da entrada em vigor do Acordo Internacional da FAO que prevê a fiscalização de navios de bandeiras estrangeiras em portos nacionais, Graziano da Silva recordou que o Brasil ainda não está entre os países que assinaram o Acordo.

“Não é só pesca ilegal que muitas vezes estes barcos trazem. Aí está a oportunidade para o contrabando, inclusive de seres humanos, que têm sido utilizados através desta pesca ilegal em barcos sem controle”, apontou.

Os seguintes países e organização ratificaram o Acordo sobre medidas do Estado controlador do Porto (PSMA).

África do Sul, Austrália, Barbados, Chile, Costa Rica, Cuba, Dominica, Estados Unidos, União Europeia, Gabão, Guiné-Bissau, Guiana, Islândia, Ilhas Maurício, Moçambique, Myanmar, Nova Zelândia, Noruega, Omã, Palau, República da Coreia, Saint Kitts e Nevis, Seychelles, Somália, Sri Lanka, Sudão, Tailândia, Tonga, Uruguai y Vanuatu.

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