O sul da Itália é uma das regiões mais vulcânicas do planeta. Seja no mar ou em terra firme, as manifestações são visíveis. Na região de Nápoles, apesar das últimas erupções terem acontecido há centenas de anos, o monitoramento é constante: alterações nas condições dos gases expelidos e pequenos terremotos poderiam ser o pré-anúncio de uma grande atividade vulcânica.

Vulcão Solfatara, perto de Nápoles, um dos 40 da região dos Campos Flegrei. Aqui, não restam dúvidas de que estamos em cima de um vulcão em atividade. Milhões de pessoas vivem nesta zona e os especialistas afirmam que, em caso de uma erupção ou terremoto intensos, seria quase impossível evitar uma tragédia colossal.

“Este é o ponto em que, provavelmente, ficamos um pouco para trás. A população não está, talvez, completamente consciente sobre os riscos do território. Todavia, por sorte, este é um momento tranquilo. Não há sinais de atividades que possam levar a pensar em eventos extremos. Então, temos todo o tempo para intervir, para realizar planos de emergência que sejam realmente operativos, e com a participação da população. Para que esta tome consciência da situação e, por consequência, esteja pronta a fazer uma série de percursos referidos pelos planos de evacuação da Defesa Civil, caso algo aconteça”,  afirma Francesco Peduto, Presidente do Conselho Nacional dos Geólogos italianos.

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Vulcão Solfatara em atividade na cidade de Pozzuoli, Nápoles.

Como parte da educação para a prevenção, os geólogos italianos incentivam as visitas aos locais com atividade vulcânica: é um modo para se conscientizar sobre a essa magnífica e assustadora força da natureza.

Para quem vive literalmente quase na boca do vulcão, a presença do vizinho é sempre um motivo de preocupação, mas nada que tire a normalidade da vida cotidiana.

“Estamos circundados pelos vulcões. Para nós é normal. Se houvesse uma explosão não saberia para onde ir. Os testes que fazemos não servem a nada. Não sei o que fazer: é preciso seguir em frente torcendo para que isso não se repita”, admite Pasquale Lungo, 16 anos.

“Em caso de perigo, tem uma sirene que toca três vezes. Depois, continua a tocar. Temos que ficar embaixo dos bancos e, depois, formar uma fila e sair pela saída de emergência. Temos que tentar manter a calma, ficar sempre em fila… É preciso ficar perto de pilastras e colunas que possam nos proteger”, explica Davide Albanese, 17 anos.

“Nas aulas temos um cartaz onde estão escritas todas as regras sobre o que fazer em caso de incêndio ou terremoto. Nos explicam o que fazer, a cada ano fazemos testes de evacuação e também tempos lugares para onde ir em caso de problema”, disse Fabrizio Francino, 15 anos.

“Em teoria, sabemos o que fazer… Falo também da minha experiência pessoal. Já aconteceu de ter um terremoto e a sirene não ter tocado, ou ter tocado mais tarde. Também já aconteceu de ter que continuar na sala mesmo após alguns tremores…tivemos que tomar a iniciativa de sair mesmo que a diretora não estivesse de acordo. Digamos que este sistema de segurança não funciona muito bem, mas em teoria sabemos o que fazer”, questiona Alberto Nuoto, 17 anos.

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