Florença: cidade veggie-friendly

Florença: cidade veggie-friendly

Florença. Meta de milhões de turistas o ano inteiro. Eles querem admirar as obras de Michelângelo. A cúpula de Brunelleschi, a torre de Giotto. E todas as preciosidades do Renascimento.

Mas como estamos na Itália, não dá pra não falar em comida!

Florença é famosa pela “fiorentina”, um grande bife vendido a peso! Além de outros pratos típicos a base de carne.

Mas de um tempo pra cá, até mesmo os mais tradicionais e respeitados estabelecimentos têm oferecido mais opções vegetarianas.

E eles não estão no centro. É do outro lado do rio que está a verdadeira cozinha toscana –  e porque não, vegetariana!

Um grupo de turistas está pronto para comer como um Florentino típico.

Basta atravessar uma das pontes e estamos em Oltrearno, além do rio Arno.

Os locais visitados estão fora do circuito dos restaurantes turísticos.

A escolha foi feita pela guia – Gaia – que é da Toscana e conhece bem as iguarias da sua região.

Uma delas é o coccoli, uma massa tipo pizza frita e com queijo. A vegetariana do grupo aprovou!

Nesse quiosque frequentado sobretudo pelos moradores do bairro, a especiaria não é vegetariana.

O lampredotto é uma iguaria particular: estômago de vaca cozido… Quem come diz que é bom…

E para os vegetarianos?

Temos as verduras, diz Bárbara, e também as entradas…

Como este sanduíche com berinjelas marinadas.

Nos afastamos ainda mais do centro.

A verdadeira Itália aparece.

A bandeira é sinal de que a casa vende produtos típicos. Opção de queijos para os vegetarianos não faltam.

Trattoria para o almoço. Não é um restaurante: aqui os pratos são caseiros. Como entrada, batatas com molho de tomate. Para encerrar, ravióli com recheio de batata!

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Ravióli de batata

Não podemos ir embora de Florença sem experimentar os Cantucci feitos pelo Antônio.

Não há nada igual em toda a cidade: farinha, açúcar, ovos com amêndoas, pistache ou chocolate.

O segredo de tamanha doçura?

A tradição é um deles!

E quando sai do forno… Ninguém resiste!

 

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Cantucci de Pistache

Big Thanks to Eating Europe Tours

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Itália: educar à prevenção para evitar tragédias em caso de desastre natural

Itália: educar à prevenção para evitar tragédias em caso de desastre natural

O sul da Itália é uma das regiões mais vulcânicas do planeta. Seja no mar ou em terra firme, as manifestações são visíveis. Na região de Nápoles, apesar das últimas erupções terem acontecido há centenas de anos, o monitoramento é constante: alterações nas condições dos gases expelidos e pequenos terremotos poderiam ser o pré-anúncio de uma grande atividade vulcânica.

Vulcão Solfatara, perto de Nápoles, um dos 40 da região dos Campos Flegrei. Aqui, não restam dúvidas de que estamos em cima de um vulcão em atividade. Milhões de pessoas vivem nesta zona e os especialistas afirmam que, em caso de uma erupção ou terremoto intensos, seria quase impossível evitar uma tragédia colossal.

“Este é o ponto em que, provavelmente, ficamos um pouco para trás. A população não está, talvez, completamente consciente sobre os riscos do território. Todavia, por sorte, este é um momento tranquilo. Não há sinais de atividades que possam levar a pensar em eventos extremos. Então, temos todo o tempo para intervir, para realizar planos de emergência que sejam realmente operativos, e com a participação da população. Para que esta tome consciência da situação e, por consequência, esteja pronta a fazer uma série de percursos referidos pelos planos de evacuação da Defesa Civil, caso algo aconteça”,  afirma Francesco Peduto, Presidente do Conselho Nacional dos Geólogos italianos.

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Vulcão Solfatara em atividade na cidade de Pozzuoli, Nápoles.

Como parte da educação para a prevenção, os geólogos italianos incentivam as visitas aos locais com atividade vulcânica: é um modo para se conscientizar sobre a essa magnífica e assustadora força da natureza.

Para quem vive literalmente quase na boca do vulcão, a presença do vizinho é sempre um motivo de preocupação, mas nada que tire a normalidade da vida cotidiana.

“Estamos circundados pelos vulcões. Para nós é normal. Se houvesse uma explosão não saberia para onde ir. Os testes que fazemos não servem a nada. Não sei o que fazer: é preciso seguir em frente torcendo para que isso não se repita”, admite Pasquale Lungo, 16 anos.

“Em caso de perigo, tem uma sirene que toca três vezes. Depois, continua a tocar. Temos que ficar embaixo dos bancos e, depois, formar uma fila e sair pela saída de emergência. Temos que tentar manter a calma, ficar sempre em fila… É preciso ficar perto de pilastras e colunas que possam nos proteger”, explica Davide Albanese, 17 anos.

“Nas aulas temos um cartaz onde estão escritas todas as regras sobre o que fazer em caso de incêndio ou terremoto. Nos explicam o que fazer, a cada ano fazemos testes de evacuação e também tempos lugares para onde ir em caso de problema”, disse Fabrizio Francino, 15 anos.

“Em teoria, sabemos o que fazer… Falo também da minha experiência pessoal. Já aconteceu de ter um terremoto e a sirene não ter tocado, ou ter tocado mais tarde. Também já aconteceu de ter que continuar na sala mesmo após alguns tremores…tivemos que tomar a iniciativa de sair mesmo que a diretora não estivesse de acordo. Digamos que este sistema de segurança não funciona muito bem, mas em teoria sabemos o que fazer”, questiona Alberto Nuoto, 17 anos.

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