O Conselho de Estado da Itália decidiu, nesta quarta-feira (24/06), manter suspensa a extradição de Henrique Pizzolato até o dia 22 de setembro. O Conselho de Estado declarou que o decreto de extradição do Ministério da Justiça italiano foi emitido sem garantias de que Pizzolato descontará sua pena em uma ala reservada na Penitenciária de Papuda, no Distrito Federal – ou em outra penitenciária –,  que garanta a incolumidade do condenado. A sentença diz ainda que o “ministro da Justiça italiano deverá reavaliar a concreta relevância de tal garantia por parte do Governo e das Autoridades judiciárias brasileiras”.

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil segue preso em Módena, no norte da Itália, região onde foi capturado em 5 de fevereiro de 2014.

Pizzolato segue detido em Módena
Pizzolato segue detido em Módena

Movimento contra a extradição

Começa a ganhar corpo entre políticos italianos um movimento que defende que Pizzolato permaneça na Itália para descontar a sua pena. Encabeçado pelo senador Luigi Manconi, o movimento questiona a decisão do Ministério da Justiça em favor da extradição alegando que o condenado poderia ser transferido para uma das mais “violentas e degradadas penitenciárias do Brasil”. Uma petição online contra a extradição contava com mais de 2 mil assinaturas até o início da tarde desta quarta-feira (24/06).

O blog “Justiça Pizzolato”, editado em italiano, enumera ainda outros nomes de políticos e profissionais engajados na luta dos direitos humanos que estão apoiando a petição, entre eles a eurodeputada italiana de origem congolesa, Cécile Kyenge.

A deputada ítalo-brasileira do parlamento italiano Renata Bueno, que defende a extradição de Pizzolato ao Brasil, aguarda a publicação da sentença definitiva da suspensão. Contudo, declarou que não “encontra motivos válidos” para legitimação do movimento pró-Pizzolato e que seria uma “retaliação” ao ministro da justiça italiano.

“Ele foi condenado no Brasil, cometeu um crime contra os brasileiros. Antes disso, nunca tinha exigido nenhum de seus direitos como cidadão italiano. É italiano de conveniência. Vou entrar em contato com o grupo que é contra a extradição e explicar que apesar de todas as dificuldades do sistema carcerário brasileiro, a incolumidade de Pizzolato será garantida”, declarou Bueno.

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