O navio de cruzeiros Costa Concórdia começará a ser removido da Ilha  do Giglio, na Itália.
O navio de cruzeiros Costa Concórdia começará a ser removido da Ilha do Giglio, na Itália. REUTERS/Alessandro Bianchi
Após dois anos e meio da tragédia que matou 32 pessoas, o navio de cruzeiros Costa Concordia começará a ser removido da Ilha do Giglio, na Itália. Os trabalhos para que o Concórdia seja levado até o porto de Gênova, onde será desmontado, começaram no dia 14 de julho.
*Do correspondente da RFI em Roma, Rafael Belincanta.

Desde a semana passada, quando começou a operação para trazer à tona o navio, a Defesa Civil já adiou três vezes início da derradeira viagem do Costa Concordia até o porto de Gênova, onde será demolido. “Questão de prudência compartilhada por todos os envolvidos”, alegou o chefe da Proteção Civil, Franco Gabrielli, para justificar o último adiamento, nesta terça-feira (22/07). Em setembro de 2013, o Costa Concórdia foi desencalhado numa operação que demorou 19 horas para colocar o navio outra vez em posição horizontal.

Vazamento de óleo

As autoridades italianas confirmaram a presença de “uma pequena mancha provocada por hidrocarbonetos”, cerca de 50 litros de óleo que vazaram dos tanques instalados para realinhar o navio. Contudo, não disseram tratar-se de um desastre ambiental. Apesar disso, na paradisíaca Ilha do Giglio, nestes mais de 2 anos e meio em que o Concórdia virou parte da paisagem, não faltaram críticas dos ambientalistas e dos frequentadores da Ilha sobre o impacto ambiental gerado pela longa permanência do navio dentro do mar.

Travessia até Gênova

Até Gênova, serão 370 quilômetros de viagem a uma velocidade média de 2,5 nós que deve demorar cinco dias, dependendo das condições meteorológicas. O desprendimento da plataforma artificial sobre a qual o navio estava apoiado desde 2012 foi um momento decisivo. Agora as últimas caixas que mantinham essa conexão já foram esvaziadas e o navio subiu 11 metros. Faltam, portanto, mais 4 metros para que o nível ideal para que o reboque tenha início.

A rota do Concórdia, que será puxado por dois rebocadores marítimos, também dependerá das condições meteorológicas. Os responsáveis pela operação adiantaram que preferem que o navio viaje próximo à costa italiana. Em caso de emergências, os portos de Livorno e de La Spezia poderiam servir de referência.

O processo contra o comandante Francesco Schettino continua aberto. Ele é acusado de homicídio culposo, por ter feito uma manobra arriscada e desnecessária, e por ter abandonado o navio. Novas audiências deverão ocorrer até dezembro deste ano.

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