Monumento atrai fãs e “imortaliza” Ayrton Senna em Ímola

(crônica)

O tempo passa. Senna voava. Senna sempre acelerou contra o tempo que, desde às 14h17 daquele 1° de maio de 1994, corre mais devagar. Talvez seja por isso que muitos se perguntem: já faz 20 anos?

estatua4Na verdade, estas duas décadas reiteram a convicção do mito que não subjaz aos efeitos do tempo. Hoje, em Ímola, Senna vive. Está vivo nas lembranças de cada uma das pessoas que chegam ali para lhe prestar esse tributo. Está vivo nos corações dos tantos brasileiros que ainda hoje se arrepiam ao ouvir o hino da vitória e aquele tan tan tan que embalou 41 vitórias – três delas em Ímola – ao longo de dez temporadas na F1, das quais, em três, Senna foi o campeão. Está vivo até mesmo para quem nunca o viu acelerar o seu Toleman, sua Lotus, sua McLaren ou sua última Williams.

O circuito de Ímola não é mais o mesmo de 1994. A curva Tamburello jáestatua2 não existe mais. No seu lugar, foi construída uma chicane menos espetacular, porém muito mais segura. Contudo, do lado de fora da pista, a lembrança permanece. Ali Senna foi imortalizado numa estátua de bronze, na qual foi retratado com uma expressão triste, cabisbaixa, como se pensasse em algo que jamais pudesse acontecer.

A obra é do escultor italiano Stefano Pierotti e foi inaugurada em 1997. Além da imagem principal de Senna, nas laterais existem outras formas. Numa delas, Ayrton é visto de costas, carregando o capacete, como se estivesse caminhando para o lado da vida eterna.

estatua2Em outra, Senna é retratado pilotando, o seu fórmula 1 aparece numa pista invisível e, ainda, vê-se a imagem do campeão levantando o troféu da corrida. Por fim, assim como Senna, seu fórmula 1 foi esculpido como se estivesse passando para o outro lado – somente os aerofólios ficaram de fora junto com o capacete, que parece estar flutuando.

 

http://esportes.terra.com.br/automobilismo/formula1/monumento-atrai-fas-e-imortaliza-ayrton-senna-em-imola,0451fc33c24b5410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

Médica que anunciou morte de Senna relembra últimos momentos

Médica que anunciou morte de Senna relembra últimos momentos

(Notícia publicada em maio de 2014 por ocasião dos 20 anos da morte de Senna. Decidi traduzir os trechos da entrevista original que mais me chamaram a atenção)

A médica Maria Teresa Fiandri durante o anúncio da morte de Ayrton Senna.
A médica Maria Teresa Fiandri durante o anúncio da morte de Ayrton Senna.

São 18h40 de 1° de maio de 1994. Em meio aos microfones, telecâmeras e rostos marcados pelas lágrimas, pela tensão, pela oração, cabe à médica Maria Teresa Fiandri, responsável do departamento de reanimação do Hospital Maior de Bolonha, anunciar ao mundo – ao vivo – que Ayrton Senna morreu após o terrível acidente em Ímola. Passados vinte anos, aquela mesma voz calma e decidida, relembra, em uma entrevista concedida ao jornal italiano Libero Quotidiano, o dia no qual “o garoto que falava com os olhos”, fechou-os para sempre.

Doutora, onde estava às 14h17 daquele domingo? “Em casa. Assistia o Gp pela tv com meus filhos, apaixonados por F1. Não estava de sobreaviso mas estava à disposição. No mesmo momento soube que se tratava de um acidente grave, me troquei e entrei no carro. Não esperei que me chamassem, o bip tocou quando já estava a caminho. Cheguei no hospital ao mesmo tempo que o helicóptero”.

Vinte e oito minutos depois do acidente, Ayton foi entregue em suas mãos. “Estava em coma muito profundo, mas apresentava batimentos cardíacos e antes de analisar a tomografia não se podia saber quais eram as esperanças reais. Que era muito grave tínhamos percebido imediatamente, o quadro já era claro ao doutor Gordini e aos médicos que o haviam socorrido na pista”.

Aquele movimento com a cabeça que para as pessoas em casa era um sinal de esperança… “Infelizmente, era um sinal de extrema gravidade. Após analisar a tomografia vimos que as lesões eram enormes e não-operáveis. O cérebro sofreu muitos danos…”.

No decorrer das investigações e do controverso processo, foi apurado que na batida contra o muro a suspensão direita da Williams se soltou, carregando consigo o pneu que atingiu a cabeça de Senna, enquanto o braço da suspensão atravessou a viseira e trespassou a região do lobo frontal direito. “Não sei se foi o golpe direto ou o contra-golpe a causar mais danos. O braço da suspensão havia provocado um corte profundo, era o que se percebia imediatamente; depois vimos as fraturas no crânio e a partir daí decidimos realizar um eletroencefalograma para saber se existia ou não atividade cerebral”.

A telemetria demonstrou que nos dois segundos entre a quebra da barra de direção e a batida Senna reagiu, freiou e diminuiu as marchas, passando dos 310 km/h aos 211 km/h. Se não tivessem acontecido os impactos do pneu e do braço da suspensão, como teria sido? “O restante do corpo de Senna estava íntegro, não haviam outras lesões importantes, Ayrton teve uma grande infelicidade. Bastaria um palmo a mais à direita: não posso dizer que nada teria acontecido, mas certamente outros danos significativos no corpo não exisitiam”.

Como Senna estava quando chegou ao hospital? “Estava belo e sereno, aquela é a impressão que tive. Obviamente, o rosto estava um pouco inchado devido ao trauma, mas recordo que tinha uma pessoa perto de mim e ela também exclamou: ‘Como é belo…’”.

Havia algo no destino de Ayrton… “Talvez sim, também aquilo que li sobre ele depois, naquele dia, me deu esta impressão: um destino no final infeliz, como se ele no fundo tivesse sempre sabido que teria morrido jovem”.

Após os inúteis tratamentos que vocês tentaram, chegou o momento do anúncio. “Sim, mas não havíamos nenhum plano do trabalho que deveria ser feito junto aos meios de comunicação, como alguns escreveram, assim como não é verdade que fizemos 18 transfusões em Senna. Acredito ter dado a notícia duas ou três vezes, uma delas, sem dúvidas, quando vimos o eletroencefalograma que não demonstrava atividade, algo que hoje nos daria a permissão para declarar a morte, mas à época não podíamos fazê-lo porque para a lei italiana a morte coincidia com a parada dos batimentos cardíacos: e até que o coração de Ayrton não parou, nós não podíamos constatar o decesso.

O que sente hoje quando vê Senna na tv ou nos jornais? “Uma sensação estranha, afeto, como se existisse uma ligação. Porém, não olho nunca suas fotos, porque a recordação daquele dia ainda hoje me deixa muito emocionada”.

João XXIII não excomungou Fidel Castro, diz sobrinho-neto

João XXIII não excomungou Fidel Castro, diz sobrinho-neto

Em entrevista ao Terra, Marco Roncalli, que também é ensaísta e biógrafo do “Papa bom”, fala sobre as relações entre a Igreja e o regime comunista que levaram a décadas de confronto, e da ligação de João XXIII com o Brasil

A primeira página do Pravda, jornal oficial do Partido Comunista, de 4 de junho de 1963, um dia após a morte do Papa João XXIII tem como grande destaque a partida de Fidel Castro. Enquanto a notícia da morte do Papa ficou reduzida a duas frases, na parte esquerda inferior da página, que está circulada
Foto: AP

A suposta excomunhão de Fidel Castro pelo papa João XXIII é, ainda hoje, assunto velado nos corredores do Vaticano. No auge da revolução cubana, papa Roncalli teria utilizado um decreto de papa Pio XII para minar o apoio que Castro conseguira dos católicos contra o regime ditatorial. Marco Roncalli, sobrinho-neto e biógrafo de João XXIII, concedeu entrevista ao Terra. Além de ensaísta e biógrafo do “Papa Bom”, Roncalli é presidente da Fundação Papa João XXIII que administra os antigos diários de João XXIII e possui o mais rico e variado acervo – fora dos Arquivos Secretos Vaticanos – sobre a vida e obra de São João XXIII. Confira a entrevista:

Terra – Papa João XXIII excomungou Fidel Castro?
Marco Roncalli – Esta notícia para mim não parece ter fundamento, apesar do fato de que muitos a tenham reiterado como se tivesse acontecido em 3 de janeiro de 1962. O primeiro a falar da excomunhão de Fidel foi o arcebispo Dino Staffa, à época secretário da Congregação para os seminários, que os jornalistas apresentavam como um importantíssimo prelado, mesmo que não tivesse nenhum encargo na Secretaria de Estado.

Terra – O que levou Staffa a fazer tal afirmação?
Marco Roncalli – Staffa, que mais tarde se tornaria cardeal, como um exímio canonista, recebendo a notícia das violências perpetradas contra os bispos em Cuba, disse que o “líder máximo” deveria considerar-se excomungado por força do Código de Direito Canônico, que prescreve automaticamente esta sanção para aqueles que usam de violência para com os bispos ou cooperam para que estes atos se tornem reais. Também quando falei com o ex-secretário do papa João XXIII, hoje cardeal, Loris Capovilla, este me disse que não tinha conhecimento de tal excomunhão.

Terra – Como eram as relações diplomáticas entre Santa Sé e Cuba com papa João XXIII?
Marco Roncalli – Naquele período da suposta excomunhão João XXIII respondeu às felicitações do presidente cubano Osvaldo Dorticós Torrado, expressando “sinceros votos de cristã prosperidade para o dileto povo cubano”. Além disso, havia sido decidido que nos dias seguintes o novo embaixador de Cuba, Amado Blanco y Fernandez, apresentaria ao papa João XXIII as suas credenciais após a Embaixada de Cuba junto à Santa Sé ter ficado por um ano sob a confiança de um encarregado de negócios ad interim.

Terra – A expulsão de sacerdotes da Ilha quebrou essa aparente estabilidade?
Marco Roncalli – Como já tive a oportunidade de dizer aos colegas da imprensa há algum tempo, mas poucos escreveram, três meses antes (da hipotética excomunhão de Fidel) mais de cem sacerdotes e o bispo Eduardo Roza Marsvidal foram expulsos de Cuba e tinham acontecido episódios terríveis, provavelmente a partir das declarações de Staffa. Talvez tenha ocorrido um tipo balanceamento entre as suas declarações em relação às palavras de papa Roncalli ao presidente Torrado.

Terra – Staffa tinha razão ao pedir a excomunhão com base no Código de Direito Canônico?
Marco Roncalli – O que posso confirmar é que não faltaram pressões para que Fidel fosse excomungado, mas papa João não o fez por prudência e para não piorar a já delicada – sobretudo para a Igreja cubana – relação com o governo castrista. Não era preciso criar uma ruptura: a determinação era aquela de fazer como que sacerdotes e missionários continuassem em solo cubano. Mas como já disse, isso não quer dizer que papa João XXIII não estivesse completamente consciente das dificuldades e do sofrimento que existia naquele momento.

Terra – O que se pode ler nos arquivos pessoais de João XXIII relativos àquele período?
Marco Roncalli – Em 20 de setembro de 1961, justamente no seu diário, o papa se refere às declarações por ele feitas “a respeito da situação de Cuba”, como escreve, e acrescenta: “Dito tudo, mas de forma moderada. Foram bem sucedidas”. Eis o que disse papa João XXIII: “O mundo sobre o qual a Igreja estende os seus pavilhões é grande; e vocês não ignorem como em vastas regiões da terra está em ato uma verdadeira perseguição, não sangrenta, mas igualmente grave e de consequências também para a vida social. Graves preocupações de ordem material que na realidade fazem fronteira com a desordem, se impõem ao exercício da liberdade religiosa nas suas várias, benéficas e pacíficas tradições. No mar das Antilhas, à porta das Duas Américas, está a República de Cuba, uma nação que nos é particularmente cara e, agora mais do que nunca, porque há algum tempo subjaz provas e sofrimentos. A simples título de informação, lhes abrirá os olhos àquilo que a imprensa mundial refere em respeito ao êxodo em parte imposto, e em outra parte visto como mal menor, nestes últimos meses, de tantos e beneméritos colaboradores no exercício do apostolado sacro da Igreja: culto, ensinamento, assistência, múltiplas formas de continuado e progressivo contributo ao bem-estar social. Sem querer descer às estatísticas, lhes diremos: clero secular e regular reduzido mais do que a metade; freiras reduzidas em modo drástico. Diletos filhos, desejamos ardentemente o bem àquele dileto povo, o seu progresso social, a sua harmonia interna, o exercício das suas liberdades religiosas. E confiamos ainda que o bem querer, a calma das decisões, a pesquisa sincera e o salva-guardar dos valores da civilização cristã, que assegura o verdadeiro bem dos homens em cada área e em cada tempo, tenham a preferência sobre as deliberações tomadas às pressas”.

Terra – Uma anotação valiosa. Teria sido baseada em denúncias que recebia dos sacerdotes que ainda estavam na Ilha?
Marco Roncalli – No ano anterior uma ríspida carta do episcopado cubano denunciava o marxismo e a aproximação do regime de Fidel ao bloco comunista. Daquele ponto em diante temos as tensões e a saída dos bispos e padres da Ilha: mas a solução do êxodo não era compartilhada pela estratégia da diplomacia do Vaticano. Contudo, em 17 de setembro de 1961, 132 sacerdotes, bem como o bispo auxiliar de Havana, dom Eduardo Boza Masvida, foram expulsos pelas autoridades civis. Como recordei no meu último livro (Papa Giovanni, il Santo, 2014 – ainda sem publicação em português), em 13 de abril de 1962, após uma audiência ao monsenhor Cesare Zacchi (depois núncio apostólico em Havana), papa Roncalli escrevia: “Notável mons. Zacchi, ouvidor da nunciatura de Cuba onde multae lacrimae rerum” (onde as coisas vão de mal a pior). E, mais tarde, em 14 de novembro, a poucas semanas da famosa crise dos mísseis, deu-se nota: “E chega o grupo dos bispos representantes de Cuba, que me informam das condições dolorosissímas por lá…Oh! Quanto é preciso rezar e fazer rezar…”.

Terra – Em 1960, em uma mensagem histórica enviada via Rádio Vaticano, papa João XXIII lê em português o seu texto por ocasião da inauguração de Brasília. O que dizia sobre o Brasil?
Marco Roncalli – O Brasil “País imenso”, recebeu a primeira saudação de Papa João XXIII que era destinada à inauguração de Brasília. Contudo, já no início de 1959, alguns diplomatas brasileiros foram recebidos em audiência. A primeira nota para o Brasil na agenda papal foi em 21 de julho de 1959, associada ao Japão. O papa João XXIII havia recebido o primeiro-ministro do japonês, Nobosuke Kishi, e tinha escrito: “Grande País o Japão para os interesses do Reino de Cristo: superpopulação impressionante e imigração inexorável. O Brasil, país imenso, quase sozinho é capaz de receber aquilo que o Japão não consegue conter…”.

Ouça mensagem do papa João XXIII ao Brasil gravada em 1960

Terra: Os arquivos da Fundação João XXIII guardam outras informações sobre o Brasil?
Marco Roncalli – Em 31 de julho de 1959, papa João XXIII recebera o ministro da Marinha do Brasil, Almirante Jorge do Passo Mattoso Maia. Em 17 de agosto fora recebido pelo papa João o monsenhor Nepote-Fus, prelado de Rio Branco. Em 7 de setembro do mesmo ano recebera o núncio Armando Lombardi. Em 2 de janeiro de 1960, encontraram o papa junto com o Embaixador do Brasil aqueles da Bolívia, Venezuela e Haiti. E no seu diário anotou: “Aquele da Bolívia pede um cardeal para o seu País”. Fato que se verificou mais tarde, no pontificado de Paulo VI. Ao Brasil é dedicada ainda a página da agenda de 21 de abril de 1960, onde se lê: “Hoje, data de fundação de Roma, inauguração da nova cidade de Brasília, a terceira capital deste imenso País onde os católicos ultrapassam os 60 milhões. Havia já enviado na noite passada uma mensagem de felicitações e de bênçãos em Português. O Embaixador Ribeiro Briggs Moacyr virá hoje, ao meio-dia, ler uma mensagem especial do seu Presidente, em homenagem ao Papa e à Santa Igreja católica em nome de toda a nação”.

Terra – Houve um episódio em particular que preocupou João XXIII sobre acontecimentos no Brasil?
Marco Roncalli – Em uma outra anotação de 1º de agosto de 1960 lemos: “Oh, como se obscurece o céu em algumas partes do mundo. E quantas incertezas para a Igreja Santa: o Comunismo continua a sua penetração nefasta: do Brasil, chegam dolorosas notícias de alguns bispos que trabalham para o cisma”. Como explicou o historiador italiano Mauro Velati na edição crítica das agendas “Amabilis Pater”, “o cisma ao qual se refere o papa é provavelmente aquele do bispo de Botucatu, Carlos Duarte Costa, que tinha sido excomungado em 1946 e havia fundado a “Igreja católica apostólica brasileira”, consagrando ilegalmente cerca de 15 bispos e um número maior de sacerdotes. À igreja de Duarte Costa havia aderido também o ex-pastor protestante Salomon Ferraz que depois fundaria uma seita autônoma. Este segundo cisma foi felizmente resolvido com o retorno de Ferraz à Igreja católica em dezembro de 1959 com o reconhecimento oficial de sua dignidade de bispo.

Terra – No que diz respeito ao papel da Igreja católica na América Latina, qual era a principal preocupação de papa João XXIII?
Marco Roncalli – As mesmas para todo o continente: a paz, o bem-estar espiritual e material. Obviamente, com consciência de uma área com mais riscos para os governos e também o medo de que como Cuba também outros países pudessem seguir o mesmo destino. De qualquer maneira, é preciso recordar  que o secretário da comissão para a América Latina era monsenhor Antonio Samorè, (Núncio na Colômbia) que tinha a incumbência de secretário da seção para os negócios extraordinários da Secretaria de Estado e que participou em reuniões dos representantes dos episcopados da América do Norte e do Sul, imaginando novas formas de colaboração no apostolado. Não é segredo, no entanto, que Samorè sentiu dificuldades em sintonizar-se com outros expoentes da Secretaria de Estado sobre as estratégias para a América Latina. Mas o trabalho a ser feito nas Américas era imenso: em 24 de janeiro papa João XXIII escreve no seu diário: “A audiência de monsenhor Samorè me fez entrar com satisfação no vasto trabalho para a América Latina que interessa à Secretaria de Estado”.

L’Aquila: cinque anni dal terremoto

L’Aquila: cinque anni dal terremoto

Un anno fa io e la mia collega Flavie abbiamo girato un piccolo documentario quando L’Aquila ricordava 4 anni dal terremoto. Oggi, 6 aprile 2014, 5 anni dopo la tragedia, L’Aquila e’ ancora Zona Rossa. Secondo i ricercatori dell’INGV, la prevenzione contro i terremoti  e’ l’unica uscita per evitare altre vittime in un Paese sismico come l’Italia. Purtroppo, una questione assai trascurata dal governo.

I ricercatori dell’INGV hanno pubblicato un articolo speciale