A equipe do Consulado geral do Brasil em Beirute Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra
A equipe do Consulado geral do Brasil em Beirute
Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra
  • Rafael Belincanta
  • Direto de Beirute

Dados preliminares do Itamaraty revelam que, desde o início do conflito na Síria, 1.490 vistos foram concedidos a cidadãos sírios. Já o site do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão ligado ao Ministério da Justiça brasileiro, informa que, em 2012, 138 pedidos de refúgio feitos por cidadãos sírios tiveram o status reconhecido.

A embaixada no Brasil em Damasco foi fechada em julho de 2012. Na capital síria, a representação diplomática brasileira é mantida por funcionários sírios, mas não presta nenhum serviço consular. Toda a burocracia é feita pelo Consulado Geral do Brasil em Beirute. Para lá foram transferidos dois funcionários da Embaixada de Damasco, Ana Cristina Palacky, atualmente vice-cônsul, e João Henrique de Alcântara, oficial de Chancelaria.

Ana Cristina serviu na Síria por quase três anos e lembra que, antes do início do conflito, a capital síria era um local tranquilo para se trabalhar e viver. Porém, recorda muito bem do dia em que a capital foi assediada. “Era manhã dia de Natal de 2011. Houve uma grande explosão. Depois vieram outras, mas esta, maciça, com muita destruição, mortos e feridos, marcou simbolicamente a a chegada da guerra a Damasco” (veja a entrevista no vídeo abaixo).

De Beirute: brasileira lembra que Síria era local tranquilo para viverClique no link para iniciar o vídeo

Serviço consular
O maior período de pedidos de cidadãos sírios por vistos e asilo no Brasil passou, afirmam os funcionários do Cosulado de Beirute. Mas a procura ainda é grande. São cerca de 50 processos por semana, geralmente de famílias sírias que têm parentes no Brasil. Não há uma categoria especial para os sírios: é preciso apresentar uma série de documentos que comprovem a permanência temporária no Brasil. Na maioria dos casos, é concedido um visto  turístico.

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Laços estreitos
Assim como no Brasil vive a maior comunidade libanesa fora do Líbano – fala-se em cerca de 10 milhões de libaneses e descendentes, principalmente em São Paulo – também no Líbano está a maior população brasileira do Oriente Médio. Lá vivem aproximadamente 10 mil brasileiros.

A maioria reside no Vale do Beqaa, que faz fronteira com a Síria. Grande parte obteve a cidadania por direito de sangue. São filhos de brasileiros, mas muitos nunca estiveram no Brasil e são raros os que falam português. Um caso excepcional é o da professora Nesrin Reyd, cuja mãe é brasileira. Ela fala português quase perfeitamente, e não esconde o sonho de um dia conhecer o Brasil. “Espero ir ao Brasil no ano que vem para a Copa do Mundo”, disse ao Terra, durante uma aula a filhos de refugiados sírios em uma ONG em Barelias, no Vale do Beqaa.

Nesrin Reyd, filha de brasileira, nunca esteve no Brasil, mas fala português Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra
Nesrin Reyd, filha de brasileira, nunca esteve no Brasil, mas fala português
Foto: Rafael Belincanta / Especial para Terra
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