Por dentro do Arquivo Secreto Vaticano

Por dentro do Arquivo Secreto Vaticano

Somos um grupo de 35 jornalistas estrangeiros correspondentes em Roma. Com um pequeno mapa em mãos, ainda fora dos muros vaticanos, tentamos localizar a posição exata do Arquivo Secreto Vaticano. Entramos pela Porta Sant’Anna. Dali, caminhamos mais alguns poucos metros até chegar ao pátio interno do Palácio Apostólico. À direita, acima de uma pequena porta, lê-se uma inscrição em latim assinada por Leão XIII, o Papa que revelou o Arquivo Secreto. Após subir dois andares, chegamos à sala que leva o mesmo nome, como explica Alfredo Tuzi: é a ante-sala do Arquivo Secreto.

“Estamos na sala Leão XIII. Nesta sala estão conservados todos os índices dos inventários que são os instrumentos base – a bússola – sem a qual não se poderia pesquisar sequer um dos documentos do arquivo”.

O Arquivo Secreto Vaticano foi criado há 400 anos pelo Papa Paulo V. Durante mais de dois séculos ficou completamente restrito ao Papa e alguns cardeais da Cúria. Somente em 1881 Leão XIII decidiu colocar à disposição dos estudiosos – sem levar em consideração religião ou nacionalidade – os documentos do Arquivo Secreto para reforçar os estudos históricos.

“Qualquer pessoa pode consultar o Arquivo Secreto. Para isso é preciso, antes de tudo, saber Latim. Depois, apresentar o diploma de graduação e uma carta de referência, com exceção de professores”.

Últimos documentos revelados

O Arquivo Secreto Vaticano pode não ser o maior do mundo mas, com certeza, é o mais rico. E também o mais valioso. Somente o Papa pode decidir quais documentos revelar. No momento em que decide, a revelação traz a tona um inteiro pontificado.

“Há 5 anos Bento XVI autorizou a abertura dos documentos relativos ao pontificado de Pio XI. Portanto, aqueles documentos do período entre 1922 até 10 de fevereiro de 1939. A próxima abertura, sem data prevista, será dos documentos de Pio XII (1939 a 1958)”.

Secretos

Recentemente, todos os documentos referentes ao pontificado de João Paulo II foram entregues à administração do Arquivo Secreto pela Secretaria de Estado. Entretanto, não estão disponíveis para consulta, assim como os documentos de João XXIII, Paulo VI e João Paulo I.

“Os documentos fechados só podem ser consultados pelos postuladores das causas dos santos, com a permissão da Secretaria de Estado”.

Torre dos Ventos

Saindo do “bunker” – dois andares inteiros abaixo do jardim dos Museus Vaticanos – e deixando para trás 85 km de documentos, subimos mais quatro andares por uma escada em caracol até chegar ao local onde o passar dos segundos, minutos e horas fora redimensionado.

“Aqui foram realizados os estudos demonstrativos que levaram à reforma do calendário. Em 22 de fevereiro de 1582, o Papa Gregório XIII abolia definitivamente o calendário juliano que apresentava disfunções e imprecisões, para dar lugar àquele que levou seu nome e que até hoje usamos”.

 

 

Em Roma, ministro angolano faz acordos e quer ONU mais forte em Bissau

ImmagineMinistro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, terminou nesta quarta-feira (20.06), uma visita à Itália. Em entrevista à DW África, Chikoti falou da situação da Guiné-Bissau e de eleições em Angola.

Além das eleições gerais, o crescimento econômico que Angola alcançou nos últimos anos foi tema do encontro entre o ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, e seu homólogo italiano, Giulio Terzi.

Chikoti fez um balanço positivo da visita. “Acho que tudo isso abriu ainda mais as possibilidades que existem entre Angola e a  Itália”, afirma.

Otimista com os resultados que o encontro pode gerar, o ministro angolano destaca ainda a assinatura do acordo bilateral para a supressão de vistos.

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