21 de abril (não é Tiradentes)

21 de abril (não é Tiradentes)

Aproveito a folga pra discorrer. De acordo com a enciclopédia Treccani no próximo sábado (21/04) Roma completará 2.765 anos de fundação. Ammazza! 

Não sei se To Rome With Love tem a ver com a data, contudo a estreia será amanhã (20/04). Para quem não conhece a Capitale será uma boa chance de viajar sem sair da poltrona e presentear os olhos com imagens lindas dos lugares ainda mais lindos de Roma. (Merchandising, OK)

Toda a história desses mais de dois milênios e meio não pode ser vivida em uma vida (humanamente falando). Contundo, contudo, o tornozelo de tanto bater perna. Inúmeras (2) vezes decidi voltar a pé para casa somente com o compromisso de dar um passo após o outro e deixar-me surpreender.  Lembro perfeitamente ainda quando era (não tanto) recém-chegado de ter virado uma esquina e, de repente, a magia estava feita: Fontana di Trevi.

Era meio cedo da noite e ainda haviam os turistas enlouquecidos mas o encanto era o mesmo. É um magnetismo. A Fontana jorra desejos, fantasias e te prende. Aqui um post que dediquei à Fontana quando cheguei.

Assim como a lenda da Loba que alimentou Romolo e Remo, Roma reserva uma aula de história (e suas especificidades) quer seja onde passes. Da origem pagã enterrada nas profundezas de quase três mil anos de invasões, batalhas, incêndios e guerras porém ainda visível como, por exemplo, no templo ao deus Mitra escondido na Basílica de São Clemente, passando ao coração do cristianismo na Basílica Vaticana, onde a Igreja jura que está enterrado São Pedro, o primeiro papa.

Ultrapassando o clichê do Amor/romA, é impossível não se apaixonar por Roma (e em Roma). A Urbe reserva sensações que muitas vezes não são bem percebidas pelos moradores, talvez ainda menos pelos romanos. Questão de hábito. Confesso que também já entrei no ad hoc. Mas luto para não perder essa parte utópica de viver na Cidade Eterna. Roma, te amo!

Demência: chaves para identificar a doença

Cerca de 36 milhões de pessoas no mundo sofrem com a demência. É o que revela um recente relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). A demência é uma doença no cérebro que provoca perda de memória e orientação que geralmente afeta pessoas com mais de 60 anos.

O assessor para Saúde Mental da Organização Pan-americana da Saúde (OPS), Jorge Rodríguez explica o que significa viver com essa doença.

“A demência é uma patologia. Às vezes, se confunde com os processos de envelhecimento que ocorrem de maneira normal, como parte do processo biológico da vida no qual a memória e possivelmente é o mais visível que as pessoas notam, contudo, a doença também afeta o pensamento, a conduta, as emoções.

Portanto, é preciso diferenciar a demência do processo natural de envelhecimento da pessoa. Mas como é possível identificar os sintomas, os sinais de alarme para a demência?

“Uma pessoa que passou dos 60 anos e que começa a apresentar esquecimentos, principalmente de fatos recentes. Somado a isso, ao mesmo tempo a pessoa pode apresentar confusão mental, perda parcial do sentido de orientação do tipo quem é, onde está e para onde vai. Tudo isso forma um quadro comportamental que pode parecer um pouco estranho, até mesmo bizarro”.

A demência não afeta somente a pessoa que padece mas também a família. Esse é um elemento chave para compreender a doença e saber como lidar com as situações que ela traz.

“Uma das linhas de trabalho das políticas nacionais com relação à demência na terceira idade é a educação da população. Especialmente para que se percebam os primeiros sintomas da demência e também, porque, assim que a doença é diagnosticada a proteção e o cuidado da família passam a ser essenciais”.

A demência requer cuidados desde o início mas a partir do momento em que a doença evolui, eles passam a ser ainda mais específicos.

“Além dos cuidados com as refeições, que devem ser feitas nos horários determinados, é preciso tomar cuidado para que a pessoa não se perca e, ao sair de casa, esteja sempre acompanhada. Além disso, é preciso evitar toda e qualquer situação de risco como fogo ou qualquer objeto que possa causar um acidente.

O relatório da OMS aponta ainda que os casos de demência estão em crescimento nos países desenvolvidos, onde a expectativa de vida é maior. Apesar disso, a América Latina, que tem uma expectativa de vida – em crescimento – na faixa dos 73 anos, também deve dar prioridade para a questão da demência.

“Políticas públicas e planos nacionais que se voltem à atenção e proteção da terceira idade com capítulos exclusivos que abordem a demência são alguns pontos que estamos impulsionando enquanto Organização Mundial da Saúde”.

RB/ONU/RV