Na FAO, José Graziano pede apoio de países para erradicar a fome

FOME/ ONU –
Artigo publicado em 03 de Janeiro de 2012 – Atualizado em 03 de Janeiro de 2012


O brasileiro José Graziano da Silva deu hoje sua primeira coletiva de imprensa depois de assumir a direção-geral da FAO.

O brasileiro José Graziano da Silva deu hoje sua primeira coletiva de imprensa depois de assumir a direção-geral da FAO.

REUTERS/Max Rossi

Discursando em inglês e espanhol, o novo diretor-geral da FAO, (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), o brasileiro José Graziano da Silva, pediu hoje, em Roma, apoio da comunidade internacional para combater a fome no mundo. Graziano reuniu-se com os representantes dos países-membros e convidou todos a uma reaproximação para ajudar a agência.

Rafael Belincanta, correspondente da RFI em Roma

“Eu pedi um apoio adicional (aos países-membros) nesse primeiro semestre, para levarmos adiante a reforma da FAO, torná-la mais eficiente e poupar recursos da burocracia e poder ter uma atuação mais forte, mais presente, nos países”, afirmou hoje, em sua primeira entrevista coletiva depois que assumiu o cargo, no domingo.

Esse apoio é fundamental neste período no qual as finanças da FAO não vão bem. O corte no orçamento da própria ONU também se fez sentir em Roma. Além disso, muitos países-membros estão em débito com a Organização. O maior doador, os Estados Unidos, retem recursos em Washington e defende a reforma da organização, após três mandatos consecutivos de 18 anos de seu antecessor, o senegalês Jacques Diouf.

Graziano reafirmou que pretende promover uma mudança de rota no combate à fome. Os países “do coração da África” e os do Chifre da África terão prioridade. Neste mês, ele vai à África para conhecer de perto a realidade dessas duas regiões. Ainda com metas voltadas aos países em desenvolvimento, o brasileiro pretende reforçar a cooperação sul-sul.

 

Ouça a entrevista de José Graziano concedida a nosso correspondente em Roma:

03/01/2012

 

“É um instrumento que nós vamos utilizar cada vez mais, para mobilizar não recursos financeiros, mas sobretudo técnicos. Alguns países do sul, que têm condições muito similares de alguns países africanos e asiáticos, apresentam um acúmulo de conhecimento”, argumentou o diretor-geral, citando os exemplos da Embrapa e do Inia, do Brasil e da Argentina.

Com a experiência de ter sido representante da FAO na América Latina, Graziano defendeu a descentralização da organização e anunciou que 2014 será o Ano Internacional da Agricultura Familiar. Ainda lembrou que, com a experiência no programa Fome Zero, executado quando era ministro-extraordinário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aprendeu que não existe fórmula mágica para combater a fome. “É preciso investir em produção e consumo local”, argumentou.

Graziano foi eleito diretor-geral da FAO em junho do ano passado e ficará no cargo até julho de 2015.

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