Investir na agricultura familiar é essencial para luta contra a fome, diz FAO

Terminou no último sábado, em Roma, o encontro do Comitê para a Segurança Alimentar Mundial, que aconteceu durante uma semana na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, FAO. Uma série de decisões foram tomadas para combater a fome e desenvolver a agricultura, de forma prática.

Há 2.5 bilhões de pequenos agricultores familiares no mundo e muitos deles ainda não conseguem produzir o suficiente para se alimentar
São ações concretas que devem chegar até aqueles que são mais afetados pela variação no preço dos alimentos: os pequenos agricultores, os países mais pobres da África e os consumidores. Uma das decisões é reforçar o Sistema de Informação para o Mercado Agrícola, AMIS. Cristina Amaral, chefe de emergências para a África da FAO explica como essas medidas podem favorecer os agricultores africanos.

“Hoje, a informação sobre quatro produtos de base – trigo, milho, arroz e soja – que constituem a base da alimentação no mundo inteiro, tem que ser considerada como um bem publico. Portanto, o sistema tem uma perspectiva de aumentar a transparência e a troca de informação. E, com isso, aumentar a capacidade em prever algumas crises.

A estratégia de se investir na produção e consumo local, bem sucedida no Brasil, também se tornou meta a ser aplicada nos países africanos.

“E um programa de aquisição de alimentos, neste caso, para a África (Compras dos africanos para a África). Os Estados normalmente têm projetos sociais e normalmente fazem compras para estes projetos sociais. Se essas compras forem feitas diretamente a pequenos agricultores familiares, isso faz com o que programa tenha duas metas principais: por um lado, aumenta a produtividade e a inserção no mercado dos agricultores familiares – que e um aspecto fundamental para a sustentabilidade. De outro, fornecer alimentos para as populações mais carentes por meio das cantinas escolares, programas em hospitais e uma serie de programas sociais. Portanto, isso vai contribuir, na forma de políticas sociais nacionais, para tirar da pobreza os pequenos agricultores familiares”.

Um projeto piloto para reserva de alimentos no Chifre da África vai ser colocado em pratica para evitar que a fome volte a ser declarada na região. A FAO é bastante cautelosa em relação as reservas de alimentos, contudo defende que elas existam, desde que estejam perto de quem mais precisa.

“Esses estoques tem que existir e tem que ser geridos o mais perto possível das comunidades. Há 2.5 bilhões de pequenos agricultores familiares no mundo e muitos deles ainda não conseguem produzir o suficiente para se alimentar”.

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