Imprensa israelense fala em retomada do diálogo com a Palestina


Cidade do Vaticano, 03 ago – Não existem confirmações oficiais, mas a imprensa de Israel destaca nesta quarta-feira que o premiê Benjamin Netanyahu teria definido, junto com os Estados Unidos, uma forma de retomar os diálogos com a Autoridade Nacional Palestina (Anp). Isso tudo de acordo com o aquilo que já foi expressado por Barack Obama para a região, principalmente no que diz respeito aos limites territorias do futuro Estado independente.

Delimitação das fronteiras deve ser um dos temas principais

De fato, como destacam os jornais israelenses, há uma polêmica. Até agora, Israel havia refutado em reconhecer os limites reivindicados pela Palestina, que seriam aqueles da linha do armistício, definida na Guerra de 1967. Sobre isso, o professor da UERJ, especialista na questão do Oriente Médio, Edgar Leite, convesou com a Rádio Vaticano.

“O problema é que nas últimas décadas houve uma expansão israelense em regiões periféricas, principalmente em torno de Jerusalém e outras cidades da Cisjordânia. Isso gerou dúvidas sobre quais vão ser as bases para estabelecimento dos limites entre os dois Estados. Sem dúvida, isso vai exigir uma negociação muito intensa entre palestinos e israelenses sendo que ambas as partes em algum momento, terão que ceder”.

O porta-voz do Departamento de Estado israelense, limitou-se a dizer que os Estados Unidos se esforçam para que o Acordo de Paz saia do longo impasse.  Nesse contexto, é significativa a indicação de Dam Shapiro para ser o novo embaixador dos Estados Unidos em Israel. Quando foi chefe do departamento para o Oriente Médio do Conselho Nacional de Segurança norte-americano, acompanhou o mediador George Michel nas suas missões na região. Edgar Leite comenta a nomeação.

“Isso é uma tentativa de injetar um sangue novo no lado americano, que não tem sido bem sucedido em termos de negociações com Israel e com os palestinos também. A participação dos EUA é fundamental, porque qualquer acordo que venha a ser feito, vai ter que ter o aval dos EUA, seja político ou financeiro. Dentro dos EUA se critica muito a posição americana no Oriente Médio, como sendo vacilante. A nomeação pode sinalizar um envolvimento maior dos Estados Unidos com o processo de paz na região”.

03/08/2011 RB/RV/SCV

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s