Brasileiro no Ramadã

Ano passado, exatamente em 1º de agosto, chegava à Alemanha. Foi lá (!) que tive contato pela primeira vez com a cultura islâmica. Era 14 de agosto de 2010. Leia ouvindo pra entrar no clima!

“Ontem a noite fui a uma Mesquita junto com o Seval pra entender o que e Ramada e como um homem muculmano de 26 anos pode se privar de tanta coisa durante um mes. Os muculmanos praticantes precisam rezar cinco vezes ao dia voltados a Meca. Nao e dificil encontra-los durante o dia rezando, mas quando todos estao juntos a sensacao que tive e de que os seguidores do profeta Maome querem o que todos buscam – paz. A frente de todos um homem da Palestina entoava os canticos ou sei la o que… a unica coisa que entendi foi Ala. Durante o Ramada, enquanto o sol brilha os muculmanos ficam em jejum. Jejum para o corpo, alimento para a alma, essa foi a minha interpretacao. Fiquei o tempo todo sentado no canto da mesquita. Antes da reza principal foi servida a fruta mais deliciosa que ja comi na vida e alguns copos de leite. Mais tarde fui descobrir que a fruta nasce no deserto e serviu de alimento ao profeta Maome. Depois que todos rezaram, foi servido o desjejum. Pao, carne de cabrito com batatas, uma banana – de honduras, bem diferente das brasileiras. De repente me vi ali, um imigrante em meio a centenas de outros imigrantes dos mais diferentes paises muculmanos. Fui muito bem tratado por ser brasileiro e dividi o pao com todos a minha volta e ali, sentados, comemos com as maos. Nao sei se realmente absorvi a ideia do Ramada mas entendi uma coisa – independentemente da religiao, ate mesmo os que nao acreditam em nada, todos buscam uma ligacao com a origem de tudo. O que sei que acordei nesta segunda com um grande aperto no coracao, em silencio”.

“Ieri sera sono andato in Moschea insieme a Seval. Volevo capire meglio cosa fosse il Ramadan e come mai un ragazzo musulmano 26enne riesca a privarsi di così tanto in un mese. I musulmani osservanti devono pregare cinque volte al giorno rivolti verso la Mecca. È piuttosto comune vederli in giro mentre pregano, ma solo quando stavano tutti insieme mi sono accorto che i seguaci del profeta Maometto vogliono lo stesso che cercano tutti – pace. Davanti a tutti ci stava un uomo venuto della Palestina che cantava… non sono sicuro cosa, l’unica parola che sono riuscito a capire è stata Allah! Durante il Ramadan, fino al tramonto, i musulmani rispettano il digiuno. Digiuno per il corpo, alimento per l’anima. Così l’ho interpretato. Sono rimasto tutto il tempo seduto dietro un angolo. Prima della prima preghiera, ci hanno offerto un frutto squisito e un paio di bicchieri di latte. Più tardi mi hanno detto che era un frutto del deserto con cui lo stesso Maometto si era nutrito. Dopo le preghiere, è arrivata la cena: pane, carne di capretto con patate ed una banana proveniente dall’America centrale abbastanza diversa da quelle brasiliane. All’improvviso mi sono reso conto di essere lì, un migrante fra tanti altri migranti dei paesi arabi. Pur essendo brasiliano, sono stato accolto bene. Abbiamo condiviso il pane e, seduti, abbiamo mangiato con le mani. Non so ancora adesso se  ho davvero capito il senso del Ramadan, però sono sicuro che indipendentemente della religione, compresi gli scettici, tutti cercano di legarsi con l’origine di tutto. Quello che  so è che mi sono svegliato questo lunedì con un il cuore strozzato, in silenzio”.

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2 comentários sobre “Brasileiro no Ramadã

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