Senado italiano aprova corte de € 70 bilhões

Com 161 votos a favor, 135 contra e 3 abstenções o Senado italiano aprovou hoje a proposta do governo que prevê cortes de 70 bilhões de euros para tirar a Itália da crise econômica e sustentar a moeda comum europeia. A medida deve ser aprovada também na Câmara dos Deputados. Em seu discurso aos senadores, o Ministro da Economia, Giulio Tremonti, reiterou que a medida não é o fim da crise.

“O nosso trabalho não termina hoje. Devemos, juntos, governo e oposição, introduzir na Constituição um artigo que preveja o equilíbrio do orçamento”.

Os cortes serão feitos a partir do ano que vem num esforço que, segundo o ministro Tremonti, não deve ser somente econômico.

“Ninguém nos disse que temos que equilibrar nosso orçamento em 2011, mas queremos definir a partir desse ano todo o caminho a ser percorrido até 2014. Assim, estabelecemos imediatamente um vínculo absoluto com o equilíbrio orçamentário, um vínculo que ao mesmo tempo  também é jurídico e político”.

Ministro Tremonti no Senado

Tremonti voltou ao passado ao afirmar que a crise é causada pelo débito público do governo italiano, que representa 120% do Produto Interno Bruto. Débito maior, dentro da União Europeia, somente da Grécia, que ultrapassa os 140%.

“Ninguém faz um corte orçamentário como este se não for pelo bem comum. Sem equilibrar o orçamento, o débito público, um monstro do passado , devoraria o nosso futuro e dos nossos filhos”.

Entretanto, a partir de segunda-feira, os italianos já vão começar sentir no bolso os cortes. Uma consulta com um médico especialista nos hospitais públicos vai custar 10 euros. Nas emergências, aquele que estiver dentro do código branco, ou seja, atendimentos leves que não precisariam ser feitos em hospitais, terão de pagar 25 euros. Além dos cortes na saúde, os italianos enfrentarão alta nos impostos, alterações na previdência social, orçamento familiar e educação. O primeiro ministro, Silvio Berlusconi, não tem se manifestado. A última declaração foi por meio da sala de imprensa do Palazzo Chigi, na última terça-feira. No texto, Berlusconi diz que “o governo é estável e forte, a maioria (na Câmara e no Senado) é coesa e determinada”.

RB/DW/Roma 07/14/2011

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