ONU define estratégia para evitar catástrofe humanitária no Chifre da África

*texto (abaixo) em português do Brasil / áudio (acima) com as variações africanas e texto aqui

*brazilian portuguese article (under) / african portuguese audio (above) from Deutsche Welle evening news

A seca traz a fome. Os conflitos armados geram refugiados. Os refugiados precisam de assistência humanitária, mas nem sempre ela pode chegar por causa dos perigos de um país comandado pela força da violência, a exemplo da Somália e como relatou a diretora-executiva do Programa Mundial de Alimentação, o WFP, Josette Sheeran.

“Na verdade, desde 2008, nós perdemos 14 voluntários na Somália. Entretanto, nem todo o território do país é inacessível. Hoje nós conseguimos levar todos os dias a 1 milhão e 500 mil pessoas um kit de sobrevivência”.

Durante a coletiva à imprensa, foi perguntado sobre a morosidade das autoridades internacionais, que teriam esperado o agravamento da crise no Chifre da África para marcar uma reunião. A resposta também veio da diretora-executiva do WFP. Ela disse que a seca foi prevista há um ano, junto com a FAO e que desde então o trabalho já havia sido iniciado.

“Nos últimos oito meses, o Programa Mundial de Alimentação arrecadou meio bilhão de dólares com ajuda dos doadores para criar estoques de abastecimento e outras ações no Chifreda África. O problema é que toda a vez que a chuva não vem a situação fica cada vez mais crítica e as maiores perdas de vida humana estão em áreas inacessíveis. Tudo isso junto com a alta no preço dos alimentos, porque não há comida suficiente a região. É isso que a seca representa. Não há uma colheita normal. Somando isso com os conflitos na região e a inacessibilidade de algumas áreas, o resultado é a vulnerabilidade. É preciso urgentemente promover ações de alcance global  e local”.

Ficou decidido que devem ser implementados imediatamente dois programas: um para evitar a iminente catástrofe humanitária e outro para construir um plano de longo prazo para a segurança alimentar na região.

Criança recebe comida quente em Mogadíscio, Somália. foto: Marco Frattini/wfp

O Ministro da Agricultura francês, Bruno Le Maire, reiterou que o objetivo agora não pode ser financeiro e sim humanitário, porém antecipou a reunião dos doadores e anunciou uma verba extra da França para colocar em prática os programas de urgência.

“O principal objetivo é salvar as vidas e assim reunir os meios financeiros necessários. A reunião nos permitiu saber a que ponto está a crise e preparar a Conferência dos doadores, que acontecerá dentro de dois dias, em Nairobi. No que se refere à França, eu confirmo a decisão do premier e do chanceler de duplicar a ajuda francesa atingindo 10 milhões de euros, que vão se somar a contribuição total da Europa, que chega a 100 milhões de euros”.

07/25/11 Rb/roma/Dw

Em nome da corporação, da concorrência e do welfare. Amen!

Como um tecido retalhado muito bem costurado em nuances metafóricas resgatadas na Inquisição e em Bob Woodward e Carl Bernstein, a jornalista Rosane Porto ‘em passant’ do escândalo envolvendo o The News of the World explica como as máquinas pararam. شكرا

Em nome da corporação, da concorrência e do welfare. Amen !
Rosane Porto*

Queimem a ruiva que entregou o esquema da imprensa britânica confessando relíquias ao Parlamento Britânico? Pois ela disse isso mesmo: “eu sabia que o pagamento a investigadores era uma prática, assim como em todos os jornais”. A jornalista Rebekah Brooks nasceu em 1968 na Inglaterra, o mesmo país que entre os séculos XVI e XVII perseguiu adeptos de religiões pagãs e matriarcais tidas como satânicas.

Brooks agora é cassada por uma versão ultramoderna do Malles Maleficarum, ou o “martelo das feiticeiras”, manual de caça às bruxas produzido pela aliança religião-monarquia no século XV. Nascida no ano marcado pela luta a favor da liberdade em vários pontos do planeta, Brooks arde na fogueira que condena práticas ilícitas no exercício do Jornalismo, aquele que usa da invasão de privacidade e paga propinas a suas fontes de informação.

A ruiva era CEO da News International, divisão britânica da News Corporation, o império multinacional de comunicação de Keith Rupert Murdoch (ou Robert, conforme algumas agências noticiosas), um “aussi” de 70 anos, cuja base de negócios deu-se a partir da Austrália e Nova Zelândia, com ramificações para o Reino Unido, Estados Unidos e países asiáticos. Foi ele quem criou a Fox Broadcasting Company, em 1986 e, no início deste século decidiu comprar o canônino The Wall Street Journal.

Conforme os sites biográficos, Murdoch figurou várias vezes na lista das 100 pessoas mais influentes do planeta e um dos mais poderosos com uma fortuna superior aos 6 billhões de dólares. Na sua carteira de negócios estão redes de TV e rádio, jornais, revistas, editoras e investimentos em times de futebol americano e na campanha do presidente Barack Obama.

Longe de protagonizar sagas bruxólicas britânicas como a de Harry Potter, que “finalmente chega ao fim” com o segundo episódio de “As relíquias da Morte”,  Murdoch e Brooks apenas trazem à tona um dos pecados capitais da imprensa – oscilando entre soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça –, ávida pela sobrevivência em nome da corporação e da concorrência afeta ao sistema de comunicações mundiais.

Murdoch é um dos tantos – agora poucos no mundo – antológicos clones de Citizen Kane, metaforizado nas telas do cinema por Orson Welles nos anos 30. Seus similares estão espalhados pela história da imprensa internacional e do Brasil, tais quais Chateaubriand, Wainer, Lacerda, Marinho e outros. Todos aliados do poder em nome da informação preconizada pela social- democracia que está a serviço do bem “welfare”, o bem estar coletivo.

Brooks era editora do tablóide “The Sun”, e uma vez sendo julgada e condenada a dizer tão somente a verdade sobre a práxis jornalística corrente há vários anos no Reino Unido da Grã Bretanha – e no mundo inteiro -, vai amargar um ex também no exercício da profissão, se o código de ética por lá for levado a sério. Mas a ética neste caso parece ser apenas um detalhe, porque envolve corrupção do welffare britânico, até ontem acima de suspeitas em nome do regime moderno. A “bruxa ruiva”, conforme vem sendo taxada nas redes sociais, disse que o escândalo de escutas ilegais que envolve investigadores particulares e até policias do esquema oficial de segurança britânica, em nome da matéria jornalística, foi, assim, “horrível”.

A “bruxa ruiva” revelou as entranhas de um novo Watergate, mas a diferença agora é um esquema mais complexo que envolve mais que um mero e imaginário “garganta profunda” como fonte de atos corruptos. Há mais que um presidente a derrubar. Há celebridades em posições constrangedoras e uma polícia acima de qualquer suspeita a ser cúmplice de um crime perfeito que usa da tecnologia para produzir informações. Salve-se quem puder, porque celulares e e- mails não são seguros nem aqui e nem lá. Quem traiu quem? A jornalista que alimentava a fonte ou a polícia que alimentava a indústria da informação?

Isso tudo cheira a jabá. O artigo sexto do Código de Ética do Jornalismo no Brasil reza em seu parágrado oitavo o seguinte: “é dever do jornalista respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão”. Mas para uma profissão que zela pela função social – aqui e no Reino Unido – who cares about privacy? No artigo segundo, o Código determina que “o acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental” e, assim, “os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de interesse”. Isso porque “a liberdade de imprensa e pressuposto do exercício do jornalismo implica compromisso com a responsabilidade social inerente à profissão”.

Portanto, lendo o Código ao pé da letra e encaixando no con-texto, “como queira”, tudo é possível e incrivelmente mágico. Vamos, então, prolongar a saga de Harry Potter e dar a Rebekah Brooks um papel mais significativo que o de mera atriz coadjuvante, porque a Murdoch já coube a re-presentação de Lord Voldermort, uma versão cool de Darth Vader. Mas Brooks é fashion, convenhamos, porque aprendeu a usar a varinha mágica com charme, confessando todos os feitiços de cabelos ruivos soltos ao parlamento. Merecia um Prêmio Pulitzer por ser simultaneamente dedo duro e cara de pau em saia justa.

* Graduada em Jornalismo e Doutoranda em Literatura Brasileira pela UFSC
Professora da Unisul e Produtora Executiva da RIC/Record

HIV: cura funcional e medicamentos genéricos

“Pessoalmente o dia foi de romper paradigmas”.

Terminou hoje em Roma a sexta Conferência Mundial da Sociedade Internacional para a Sida, que começou no domingo e teve a participaçãode 6 mil delegados de 129 países. Uma das novidades apresentadas foi a “Declaração de Roma” para acelerar as pesquisas em busca da cura da Sida. Cientistas africanos apresentaram novos estudos, mas o evento também deu voz a quem é seropositivo, como nos conta agora nosso correspodente em Roma, Rafael Belincanta.

Na última década, os medicamentos genéricos antirretrovirais  permitiram uma queda nos custos dos tratamentos para os seropositivos. Além disso, nesse período programas de cura começaram a surgir em países africanos, como no Quênia. Lá, Siama Musine, de 36 anos, seropositiva, conta como esses remédios mudaram sua vida.

“Se depois de dezesseis anos de saber que sou seropositiva, ainda estou viva, ativa e produtiva, essa é a prova de que os medicamentos genéricos funcionam. E não somente isso, trabalho na minha comunidade para a promoção da saúde. Tudo isso devo aos medicamentos genéricos, que contribuem para a vida e para o futuro das pessoas”.

Transmissão vertical ainda tem alta incidência na África

Entretanto, nem todos os países africanos disponibilizam medicamentos genéricos. Em Angola, por exemplo, onde cerca de 2,7% da população é seropositiva, somente parte da população tem acesso aos antirretrovirais protegidos por patentes, portanto mais caros, produzidos por grandes laboratórios. Situação que gera um outro problema, como revela a pesquisadora da Faculdade de Medicina de Luanda, Joana Filipa Afonso.

“Ainda há uma parte da população que tem de pagar no mercado negro para ter acesso aos medicamentos antirretrovirais”.

Durante a Conferência, a Médicos Sem Fronteiras publicou relatório em que revela a constante tendência de queda nos preços dos antirretrovirais genéricos ao mesmo tempo em que alguns países, como o Brasil – que quebrou a patente de alguns medicamentos – sofrem retaliações da industria farmacêutica.

Outro destaque da Conferência foi o lançamento da Declaração de Roma. O documento pretende acelerar as pesquisas sobre os reservatórios de HIV nas células linfáticas e sobre o combate à resistência do vírus nos pacientes em tratamento. Outro termo veio à tona durante os debates científicos: a cura funcional do HIV. O infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia, especialista em HIV, Aluísio Cotrim Segurado, explica:

“É uma nova linha de intervenção no tratamento. Não bastaria utilizar medicamentos que atuam sobre a replicação do vírus, porque esses na verdade não estão atuando sobre os vírus que estão nessas células-reservatório. Teria que ser utilizada uma outra linha de medicamentos que estimulasse essas células-reservatório a produzirem vírus para que os outros medicamentso que atuam na produção pudessem atuar. Então, na verdade, seria uma proposta de combinação de tratamentos”.

Apesar de todos os avanços, a prevenção é a melhor forma de combater a Sida. Para o tratamento com antirretrovirais, quanto mais cedo a infecção for descoberta, maiores serão as chances de um seropositivo levar uma vida normal, como explica a Coordenadora de Saúde da Universidade de Cabo Verde, Isabel Araújo: “muitas pessoas quando fazem o teste praticamente já estão com critérios de tratamento, que já começa tardio”.
RB/DW/Roma 07/20/2011

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Ends of IAS Rome 2011

– Almost 6,000 delegates from 129 countries attend IAS 2011

– nearly 3300 abstracts were submitted – a record for the conference

– 1100 abstracts were presented

– 55 percent of the presented abstracts were by women

– more than over 25 per cent of the accepted abstracts were from Africa

– IAS 2013 www.ias2013.org The 7th IAS Conference on HIV Pathogenesis, Treatment and     –       Prevention (IAS 2013) will be held in Kuala Lumpur, Malaysia, 30 June-3 July, 2013.


Senado italiano aprova corte de € 70 bilhões

Com 161 votos a favor, 135 contra e 3 abstenções o Senado italiano aprovou hoje a proposta do governo que prevê cortes de 70 bilhões de euros para tirar a Itália da crise econômica e sustentar a moeda comum europeia. A medida deve ser aprovada também na Câmara dos Deputados. Em seu discurso aos senadores, o Ministro da Economia, Giulio Tremonti, reiterou que a medida não é o fim da crise.

“O nosso trabalho não termina hoje. Devemos, juntos, governo e oposição, introduzir na Constituição um artigo que preveja o equilíbrio do orçamento”.

Os cortes serão feitos a partir do ano que vem num esforço que, segundo o ministro Tremonti, não deve ser somente econômico.

“Ninguém nos disse que temos que equilibrar nosso orçamento em 2011, mas queremos definir a partir desse ano todo o caminho a ser percorrido até 2014. Assim, estabelecemos imediatamente um vínculo absoluto com o equilíbrio orçamentário, um vínculo que ao mesmo tempo  também é jurídico e político”.

Ministro Tremonti no Senado

Tremonti voltou ao passado ao afirmar que a crise é causada pelo débito público do governo italiano, que representa 120% do Produto Interno Bruto. Débito maior, dentro da União Europeia, somente da Grécia, que ultrapassa os 140%.

“Ninguém faz um corte orçamentário como este se não for pelo bem comum. Sem equilibrar o orçamento, o débito público, um monstro do passado , devoraria o nosso futuro e dos nossos filhos”.

Entretanto, a partir de segunda-feira, os italianos já vão começar sentir no bolso os cortes. Uma consulta com um médico especialista nos hospitais públicos vai custar 10 euros. Nas emergências, aquele que estiver dentro do código branco, ou seja, atendimentos leves que não precisariam ser feitos em hospitais, terão de pagar 25 euros. Além dos cortes na saúde, os italianos enfrentarão alta nos impostos, alterações na previdência social, orçamento familiar e educação. O primeiro ministro, Silvio Berlusconi, não tem se manifestado. A última declaração foi por meio da sala de imprensa do Palazzo Chigi, na última terça-feira. No texto, Berlusconi diz que “o governo é estável e forte, a maioria (na Câmara e no Senado) é coesa e determinada”.

RB/DW/Roma 07/14/2011

ONU aprova resolução contra recrutamento de crianças-soldado

ONU aprova resolução contra recrutamento de crianças-soldado

O Conselho de Segurança da ONU adotou, ontem, por unanimidade, uma resolução contra o recrutamento de crianças-soldado nos conflitos armados e contra a violência que elas são regularmente submetidas.

O documento pede aos países-membros que “adotem ações decisivas e imediatas contra quem, no desenrolar de conflitos armados, comete violações e abuso contra as crianças”. Reitera ainda a necessidade de “submeter à Justiça os responsáveis por tais violações, expressamente proibidas por leis internacionais”.

Entre estes crimes, a resolução das Nações Unidas especifica que estão “o recrutamento e o emprego de crianças em conflitos armados, os assassinatos e as mutilações, o estupro e outras violências sexuais”, sem esquecer os ataques às escolas e hospitais.

De acordo com informações da ONU, em 31 países da África, Ásia, Europa, América Latina e Oriente Médio, “escolas foram alvo de ataques violentos e ameaças”. Para demonstrar o triste fenômeno da exploração das crianças-soldado, a Rádio Vaticano entrevistou Elena Avenati, coordenadora dos Advogados Internacionais da ONG Save the Children italiana.

 

inocência perdida
Criança-soldado na África

 

“No mundo são mais de 250 mil os menores de idade que fazem parte dos confrontos, em mais de 35 países. Os menores são usados seja pelos exércitos dos governos seja por grupos armados. Suspeitamos que somente no continente africano sejam 120 mil. Infelizmente, um outro dado significativo é que a maioria dos menores, meninas e meninos, tem entre 15 e 18 anos, mas alguns tem apenas dez anos e com isso vemos que a tendência é que a média de idade diminua”.

Elena explica quais são os instrumentos jurídicos internacionais estão disponíveis para colocar os responsáveis diante da Justiça.

“As cortes penais de justiça presentes em vários países, que são indicadas para resolver este tipo de problemática, devem ser capazes de receber os processos das crianças vítimas. Também é importante o trabalho das ONG’s que atuam nos setores de emergência e ajuda humanitária, como a ‘Save the Children’. Tais organizações podem criar uma série de condições para que sejam dados instrumentos a quem pode ajudar a levar à Justiça ‘in loco'”.

(RB/RV 07/13/2011)

Onu denuncia estupros em massa no Congo


Cidade do Vaticano, 11 jul (RV) – Mulheres, crianças e também homens, principalmente nas províncias do Nordeste e do Sul do Lago Kivu, são freqüentemente vítimas de estupros cometidos por grupos de milícias.

É o que revela uma investigação das Nações Unidas que relata que os ataques cometidos entre 30 de julho e 2 de agosto de 2010 foram premeditados e executados de modo sistemático. Ação que pode configurar crimes de guerra e contra a humanidade.

Naquele período, 387 pessoas foram estupradas, entre as quais 300 mulheres. Enquanto isso, o coronel congolês, acusado junto com quase 200 soldados, de ter cometido estupros em massa nos recentes ataques contra vilarejos, rendeu-se e isolou-se numa base do exército.

 Neste ataque mais recente, entre 10 e 13 de junho, de acordo com o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, mais de 170 mulheres foram violentadas. Mathilde Muhindo, diretora do Centro Olame para a recuperação de mulheres vítimas da violência, conversou com a Rádio Vaticano direto da cidade de Bukavu.

Mathilde Muhindo “Não é possível entender esta fúria contra as mulheres, num país que se define democrático. A guerra não foi declarada, mas nas vilas, durante a noite, existem pessoas que não dormem nas próprias casas porque temem ataques dos milicianos. Eles vão em busca sobretudo das mulheres, que nada tem a ver com a política do Congo”.

Apesar da colaboração de milhares de “peacekeepers” das Nações Unidas, como revelam os observadores, o governo central de Kinshasa ainda não conseguiu retomar o controle do território. (RB/RV) 07/11/2011

Líderes mundiais confiantes com Graziano na FAO

A 37a Conferência bienal da Organizacao das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura se aproxima do fim. Ontem, o diretor-geral eleito, José Graziano da Silva, fez seu juramento. A Deutsche Welle ouviu lideranças de todos os continentes a cerca do que elas esperam da administração brasileira neste importante órgão das Nações Unidas.

Desde que foi eleito, no último domingo, Graziano manteve uma série de reuniões com ministros da agricultura de diversos países. Entre eles, os Estados Unidos. Os americanos sao responsaveis por cerca de 20% do orçamento bianual da Organização. A representante permanente dos Estados Unidos na FAO, embaixadora Ertharin Cousin, comenta a eleição do brasileiro.

FAO Rome Hq's

“Os Estados Unidos não revela em quem votou para o cargo de diretor-geral. O voto é secreto. Acredito que, enquanto uma Organização, nós temos a responsabilidade de trabalhar com as referencias do diretor-geral. Não vemos a hora de trabalhar com Graziano. Ontem, na verdade, nós tivemos uma reunião com ele e foi muito produtiva. Nos esperamos ter uma boa e eficaz relação com o novo diretor-geral”.

Na América Latina, região dirigida por Graziano na FAO, o apoio a Graziano e mais evidente.  Gladis Urbaneja, embaixadora da Venezuela na FAO, representa os anseios de todo o continente latino-americano.

“Acredito que ele foi eleito no momento justo, quando a America Latina pode oferecer uma de suas principais personalidades para aquilo que os países-membros esperam que a FAO execute. De tal maneira, oferecemos um dos melhores profissionais nesse campo para que a FAO prossiga neste trabalho de reforma que estamos fazendo há tres anos, para que possa servir melhor aos países em desenvolvimento”.

A embaixadora da África do Sul na FAO, Thenjiwe Mtintso, não esconde o voto.

“Como todos sabem, a África do Sul deveria apoiar o Brasil, já que tambem fazemos parte dos BRIC’s. E essa é a consolidação desses países que estão comprometidos com o desenvolvimento. Nós entendemos que um candidato do Brasil teria melhor compreensão
dos problemas que esses paises enfrentam e é por isso que nós escolhemos o candidato brasileiro”.

RB/DW – 06/30/11