Primeira entrevista de Graziano após a eleição como diretor-geral da FAO

A Conferência bienal da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação termina somente na próxima sexta-feira, mas a decisao mais importante já foi tomada: o novo diretor-geral foi eleito. É o brasileiro José Graziano da Silva, ex-ministro de Combate à Fome no governo do ex-Presidente Lula da Silva. Graziano foi eleito com 92 votos na segunda sessão, contra 88 votos do candidato da Espanha. O mandato de José Graziano começa em janeiro de 2012 e vai até julho de 2015. O diretor-geral eleito da FAO comentou a vitória.

“Eu acho que isso mostrou, primeiro, a força de um país emergente, que tem muito a dizer em termos de agricultura, desenvolvimento rural, combate à fome e políticas sociais. E também a força de idéias-chaves que não eram amplamente aceitas e que hoje fazem parte deste receituário da FAO. A erradicação da fome, até então, havia grandes dúvidas na Organização, se essa era uma meta factível, e também o impulso à cooperação Sul-Sul. Um convencimento que os países do sul têm muito a contribuir com seus vizinhos, principalmente, no tema da agricultura tropical e combate à fome”.

O novo diretor-geral da FAO também falou a respeito das reformas na Organização.

“Trata-se agora de acelerar um pouco este processo e intensificar algumas ações principalmente onde ela é mais necessária: nos países mais pobres. Mas acho que vamos por um bom caminho”.

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antônio Patriota, relata como será a administração brasileira da FAO.

“O Brasil representa hoje uma força em favor da paz e do desenvolvimento. Como nós sabemos, não há desenvolvimento sem desenvolvimento agrícola, sem combate à fome, sem desenvolvimento no campo, sem uma atenção especial ao papel da mulher no campo, por exemplo, que será um dos temas debatidos nessa Conferência. Então, estamos apenas implementando aquilo que nós acreditamos, aquilo que nós sabemos fazer bem internamente. Já estamos cooperando com a nossa região, com a América Latina, com a África, e agora esperamos que com essa vitória aqui na FAO possamos fazer isso numa escala ainda mais ampla. Além de motivar, mobilizar a comunidade internacional em torno de objetivos ambiciosos porque nós descobrimos que quando trabalhamos com afinco e colocamos em prática idéias que dão certo, os resultados podem ser muito positivos”.

RB/DW

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