Nobel da Paz para todas as mulheres africanas

Foi apresentanda em Oslo, capital da Noruega, a candidatura das mulheres africanas para receber o Prêmio Nobel da Paz de 2011. Aqui na Itália, a notícia chegou durante as comemorações dos 48 anos de fundação da União Africana. Logo uma campanha – que ressalta o papel das mulheres africanas e a importância do prêmio – começou a ser veiculada nas rádios e tv’s italianas. Nela, todos são convidados a assinar o apoio a candidatura por meio do site www.noppaw.org

O presidente do Instituto que coordena as ações na Itália, Guido Barbera, explica como surgiu a candidatura. “Queremos colocar em evidências as mulheres do dia-a-dia, as mulheres que saem de casa e vão cultivar nos seus pequenos pedaços de terra os poucos suprimentos necessários para garantir a sobrevivência das famílias. Aquelas mulheres que percorrem infindáveis quilômetros para buscar a água essencial para a sobrevivência. Esses são os verdadeiros milagres que garantem a sobrevivência de um povo. Mas também na forma como elas enfrentam os problemas. Nós pensamos de lancar essa campanha para poder falar dessa experiência, para termos noção de que hoje é possível uma nova cooperação. Por isso candidatamos a coletividade das mulheres africanas, não uma ou duas, uma associação ou uma rede de mulheres e sim, todas elas”.

 
A teóloga camaronense Helene Yinda fala sobre os efeitos concretos da campanha e o que poderia acontecer se o Nobel da Paz fosse para o continente africano. “A campanha permite repassar uma imagem diversa da África: uma imagem feita de força, uma imagem construída de jovens corajosos. O segundo benefício que vejo é vantajoso para toda a humanidade por dar um novo enfoque nas relações entre a Europa e a África e sobretudo nas relações de cooperação internacional. É um valor “imaterial”, que vai além de qualquer vantagem econômica. O verdadeiro valor que esta campanha trará é o reconhecimento público e internacional do papel que as mulheres africanas tem na sociedade. Entretanto, um aspecto fundamental é aquele de uma legislação que proteja as mulheres, dando a elas também alguns instrumentos para poder criticar ou fazer oposição, por exemplo, aos governos. É importante que estes instrumentos legislativos sejam popularizados, na verdade sejam colocados a disposição e de forma compreensível às mulheres simples, como eu, para as mulheres comuns”. (RB)

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