murarte

Ainda sobre as semelhancas entre o jeito brasileiro e o jeito italiano de ser. Capitulo 2: Os muros

Lembro perfeitamente da primeira vez que vim a Italia. Estava chegando da asseptica Paris. Quando botei os pes no aeroporto de Treviso me senti em casa. Por que? Porque ao chegar na estacao para pegar o trem vi aqueles vagoes pichados, aquelas bitucas de cigarro no chao e dei gracas a deus.

as aparencias enganam

Os romanos tambem fazem dos muros um meio para se expressar.

Por toda a cidade estao as marcas dos sprays e tambem, em meio a todo esse caos informativo  (como numa metafora linguistica ao teatro de absurdo) estao as interferencias urbanas.

Ou intervencoes, como queiram chama-las.

O que me fascina sao as varias mensagens contidas em uma so gravura, pichacao, desenho e todos os genericos da mesma manifestacao artistica.

Tenho inveja (daquelas gostosas) de quem consegue se expressar assim. Nao me lembro jamais de ter feito algo parecido, deixando uma marca seja la pra que ou pra quem.

Hoje quando me deparei com esta da foto, logo me recordei da querida Fe Luz e do movimento belezura.

Mas afinal, isso e ou nao e arte? A discussao fica ainda mais acirrada quando as intervencoes sao feitas numa cidade que exala a dita por todos as fontanas.

Afinal, gosto nao se discute. Teria razao Anamelea? Ou Messa? Ate hoje prefiro ler o que esta escrito na porta do banheiro do que apreciar os contornos rechonchudos dos anjos das pinturas renascentistas.

PS: Srta Reynaud, DDI nao se atende no banheiro!

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2 comentários sobre “murarte

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