Palestine: tough issue for Roma

Palestine: tough issue for Roma

It supposed to be a classic press meeting with the Director. Some journalists, a few questions and voilà. But this morning meeting with Palestinian director Mia Masri was pretty unexpected.

Straight in the entrance, over the reception’s desk an “urgent communication” notice that the screening of 3000 Nights has been cancelled with no plausible reasons.

We were in the old house of the Labor and Democratic Party, today a place of Italy’s memory, and right there we start to ask ourselves what would really happened.

The tough issue here is that the foundation which runs the theater where the screening should take place has to do with RomaTre University. Thus, a University it’s by excellence a place for open dialogue, isn’t it? No. Not today, and not in Rome.

It’s only a feeling I have but stripping out the Palestine State issue from the world agenda won’t be so easy as one might wonder: Palestinians artists are the most powerful ambassadors of their occupied homeland.

“It’s not about Palestine, it’s about liberty of expression in Italy and it’s shocking”, said director Mai Masri.

A Grande Sinagoga de Roma

A Grande Sinagoga de Roma

Levei seis anos até que justamente hoje, de repente, não mais que de repente, finalmente conheci a Grande Sinagoga de Roma.

É imponente!

fullsizerenderAbriga o museu de cultura judaica e é um monumento histórico da cidade eterna, apesar de ter sido terminada em 1904.

A relação dos judeus com Roma, porém, é bem mais remota.

A comunidade judaica está presente ininterruptamente há mais de 2.200 anos em Roma. É a mais antiga comunidade hebraica fora da “Judeia”.

Atestam as ruínas de uma antiga sinagoga em Ostia, a primeira fora das terras prometidas.

As primeiras chegadas consideráveis de judeus ao império romano remontam à época do imperador Tito. Tanto é que um olhar mais atento ao arco dedicado às suas conquistas, na Via Sacra, logo identifica uma Menorá entalhada no mármore: ilustração da tomada da Judeia pelas legiões romanas.

De volta ao gueto judaico, com a irrupção das tropas garibaldianas em 1870 na Porta Pia, Roma foi decretada capital do Reino da Itália e, por consequência, todos seus habitantes tiveram a cidadania italiana reconhecida.

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Artefatos históricos presentes no museu judaico

Caía o poder absoluto do papa e os judeus já não estavam mais limitados a viver no gueto.

Assim, aquela decrépita área perto da Ilha Tiberina é demolida e dá lugar ao novo bairro judeu. A Grande Sinagoga é erguida na antiga área, simbolizando a resistência dos judeus ao longo daqueles séculos de marginalização e trazendo esperança para o futuro no início do novo século.

Entretanto, o período de paz é estraçalhado pelos nazistas, que deportaram de Roma centenas de cidadãos judeus italianos aos campos de concentração nazista de Auschwitz e Birkenau.

Em 1982, um ataque terrorista mata o pequeno Stefano Gaj, de dois anos, e deixa outros 37 feridos.

Poucos anos depois, pela primeira vez na história um papa visita o rabino chefe e a Sinagoga de Roma: João Paulo II chama os judeus de “irmãos maiores” e abre uma nova etapa nas relações judaico-católicas.

Atualmente, existem outras 14 (se entendi bem) sinagogas em Roma. Mas o Ghetto Ebraico continua a ser o ponto de encontro da comunidade na capital e ponto obrigatório de passagem para os turistas que visitam a cidade.

Gastronomicamente falando, inclusive!

Aniversário em tempos líquidos

Aniversário em tempos líquidos

Semana passada o Facebook me recordou que eu deveria completar 35 anos em poucos dias. E me incentivava a mudar a privacidade para que todos os “amigos” pudessem desejar o tal do feliz aniversário.

Por um momento, confesso que estava para abrir o tal cadeado. Por orgulho, queria receber os parabéns de alguém que já não importa.

Todavia resisti. Ainda bem porque logo cedo começaram a chegar as primeiras mensagens – de quem eu menos esperava.

– Ma ti ricordi ancora?
Si si…auguri!

Ainda cedo, quem há pouco faz parte da minha vida, limitou-se a um inadvertido buongiorno. O que já é grandioso!

No grupo da família, todos já se manifestaram (menos mal), assim como os amigos que se contam na ponta dos dedos.

Aí chega um pedido de amizade no Facebook de quem você jurava que já era amigo: mas o que é isso?

– Clonaram o meu perfil antigo. Tá ficando velhinho hein?
Diga-o aos pelos que agora só crescem no ouvido, respondo cúmplice.

Os chats pululam. Quem vem jogar um verde para colher maduro, quem nem imagina.

Enquanto isso, no mundo líquido não-virtual, uma colega que está em outro andar passa e acaba com meu disfarce: mas não é hoje seu aniversário?, pergunta diante de TODOS.

Err… (ca-rva-lho-s) sim!
– Auguri!!!

Desmascarado diante dos colegas, começo a receber os parabéns não-virtuais. Até que não doeu tanto! A esta altura, no grupo do Whatsapp, a notícia já viralizou.

“Quem é que tá de aniversário hoje?”
– Euuuuuuuu, relaxei.

Até então não havia me emocionado de verdade. Bastou um simples vídeo, porém cheio de amor, para desabrochar as minhas primeiras lágrimas da metade da vida

[mais 30].

Esse vídeo é virtual? Não, o sal na boca que queima os lábios ao sol não foram imaginados.

É a tecnologia que, com uma pitada sensível de humana condição, transforma tudo o que é virtual no mais puro abraço caloroso [e mais do que real].

Aquele gramado do Índio Condá

Aquele gramado do Índio Condá

As cenas de hoje no Índio Condá me fizeram lembrar dos ensaios para a abertura dos Jasc em 1991.

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O velho condá

Eu tinha 9 anos e começava a entender o valor do esporte para a vida (toda). Eu ensaiava de chuteiras depois do treino com meu pai no campo do São Francisco. Ele que tinha a doce ilusão que eu pudesse me transformar em um grande jogador de futebol.

[E foi o meu maior incentivador quando soube que meu talento esportivo estava nas mãos!]

Ele insistia para que eu tirasse as chuteiras para não estragar o gramado. Mas um menino de 9 anos não é nada sem suas chuteiras!

Recordo do meu pai com a camisa do Internacional. Naquele tempo, um Grenal parava a cidade. Chapecó se identificava muito mais com os times do Rio Grande do Sul por tradição, mas o coração sempre foi verde-e-branco.

Bastava uma vitória da Chape no estadual para sentir essa batida mais forte. Alimentava o sonho de um dia ver a indiarada novamente na primeira divisão após as glórias dos finais dos anos 70.

Já estava bem longe quando da ascensão do time, mas meu pai ainda teve tempo de assistir alguns prodígios da Chape e me contar por telefone.

“Sim, o time é bom, mas falta técnica [meu pai era muito exigente] e o preparo físico ainda não é ideal. Jogam só de um lado do campo, e o lateral direito é canhoto!”.

Eu concordava, obviamente. Sabia que a crítica era sinal de orgulho para quem sempre teve dificuldades em expressar o que sentia.

“Ma va o non va in serie a”?, perguntei.

“Do jeito que está joga pra não cair”.

Meu pai não viveu para ver essa tragédia. Mas tenho certeza que ele, por fora sempre duro na queda, hoje choraria junto com toda Chapecó lembrando os áureos tempos na preparação física do clube.

E diria: “o esporte ensina que nem mesmo diante de uma tragédia colossal o jogo pode parar”.

Então, termino com as palavras da minha madrinha:

“Pra teres uma ideia, no jogo com o San Lorenzo, havia 4 redes de televisão transmitindo ao vivo, com 210 repórteres credenciados. Podes te orgulhar muito da tua cidade! Sabe receber com respeito a todos. Mas não dá moleza dentro do campo. Uma pena que a final não possa ser aqui. O campo só tem capacidade para vinte mil e o regulamento exige quarenta mil. Mas vamos fazer o melhor em Curitiba”.

Neojiba: música que transforma vidas

Neojiba: música que transforma vidas

Tem um Podcast muito especial pra inaugurar o novo layout do blog: uma série de matérias com os músicos da Neojiba gravadas em setembro, quando eles passaram por Roma em turnê. Pude, durante os ensaios, conhecer a história de alguns destes jovens fantásticos. Compartilho com vocês porque dão ânimo para sonhar com um futuro melhor em meio a tantas incertezas.

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Marcos Vinicíus, um dos jovens

“As turnês são uma oportunidade incrível”.

“Um sonho quase deixado de ser sonhado”.

“Vim pra transformar quem assiste ao concerto”.

“É uma energia só, de beleza, de arte”.

“A música abriu totalmente a minha mente”.

“A música transforma a todo momento”.

Buon ascolto!

30 de outubro: o terremoto mais intenso da Itália desde 1980

30 de outubro: o terremoto mais intenso da Itália desde 1980

7h38. Acordo. Já dormi a horinha a mais da volta ao horário normal.

7h40.  A placa africana empurra com força a placa euroasiática. Epicentro: Norcia, ao norte de Roma. 

Solto o primeiro tuíte, com muita calma. Tudo treme ainda. E continua. Uns bons 40’. Na sala, o Benjamin samba freneticamente tal como rainha de bateria.

Me acostumei a esta coisa enfadonha de não ter chão, literalmente. Desde 24 de agosto (a primeira vez a gente nunca esquece) até este 30 de outubro – em que celebro 4 anos de reconhecimento da cidadania italiana – senti a maior parte das propagações sísmicas que chegaram à capital.

Mas hoje foi mais forte! Na minha escala, soma-se ao fuzuê do Benja a queda de um dos meus soldadinhos de chumbo (um marechal francês, justamente!).

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Info do USGS em Richter

Começo a pesquisar: USGS logo divulga a intensidade Richter: 6.6. O INGV porém registrava 6.1 de momento. Um tanto quanto divergentes apesar das diferenças de cálculos entre as escalas Richter e Magnitude Momento. Logo o INGV revê para 6.5; com possível reajuste.

Aqui cabe um esclarecimento para os italianos que acreditam em manipulação de dados sobre a intensidade.

“Elaboramos os dados da rede sísmica nacional, registrados a poucos quilômetros do epicentro, e os reproduzimos por meio de um modelo calibrado com base nas características do território italiano. O resultado, portanto o valor da magnitude, é mais realístico comparado ao de outros institutos, que utilizam dados provenientes de diversos centros europeus ou mundiais e os reproduzem a partir de um modelo menos específico no que diz respeito às particularidades do território italiano”, disse a NATGEO Alessandro Amato, do INGV.

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A primeira avaliação do INGV

No whatsapp, recebo mensagens de quem viveu pela primeira vez um terremoto (logo o mais intenso!) e daqueles que já não aguentam mais tantos tremores.

As notícias começam a correr. A mais importante: não há vítimas. Em Norcia, a Basílica de São Bento desmoronou. Estive lá em maio: uma pérola medieval que passa à História. As regiões já antes atingidas voltam a ser duramente castigadas. Há danos em mais de 100 cidades.

Em Roma, danos nas Basílicas de São Paulo e São Lourenço, que foram fechadas. Registros de muitas rachaduras.

É o abalo sísmico mais intenso desde 1980 na Itália. 

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A Basílica de São Bento em Norcia destruída pelo terremoto

Pecuária no Brasil é a quarta que mais polui no mundo

Pecuária no Brasil é a quarta que mais polui no mundo

A FAO publicou nesta segunda-feira (17/10), o relatório sobre o Estado da Agricultura e Alimentação no mundo.

Depois de sair do Mapa da Fome em 2014, o Brasil agora se preocupa com o percentual de pessoas com sobrepeso e obesas.

Diante das mudanças climáticas, a agricultura no país precisa se adaptar.

“Não podemos mais fazer previsões acertadas sobre a produtividade”, disse o Diretor Geral da FAO, José Graziano da Silva.

“Essa adaptação vai muito no sentido de usar tecnologia simples, mas moderna, que ajude a reduzir, mitigar, os efeitos da emissão de gases. Isso pode ser simples de aplicar: práticas de cultivo mínimo, por exemplo, muito difundida hoje na América do Sul; o uso de variedades resistentes ao calor e que tenham uma maior capacidade de sintetizar nitrogênio. Tudo isso vai na direção de tornar a agricultura mais resistente aos impactos das mudanças climáticas”, destacou ainda Graziano.

Entre alguns impactos potenciais da mudança climática no Brasil estão a desertificação e salinização das zonas áridas e o aumento de incêndios na Amazônia, seguido de um processo de “savanização”.

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A fermentação entérica do gado é a grande vilã da agricultura

O Brasil recentemente completou o Plano de Adaptação Nacional para a agricultura. No entanto, previsões da FAO indicam que a partir de 2050 – caso o modelo de produção atual não seja alterado – as produções de milho e soja no Brasil podem cair até 40%. Entre 2010 e 2029, a queda estimada da produção nacional de trigo, por exemplo, é de 6%.

 

Gás estufa

Em 2014, o Brasil lançou na atmosfera 441 905 toneladas de dióxido de carbono proveniente da pecuária, atrás somente da China, Índia e Estados Unidos.

A fermentação entérica de bovinos, ovinos e caprinos representa 58% das emissões de metano na América Latina. Soma-se a isso o esterco deixado no pasto, que representa outros 23% das emissões de gás metano.

O secretário do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Caio Tibério da Rocha, representou o Brasil na abertura plenária do Comitê de Segurança Alimentar.

“A nossa participação na FAO, o direcionamento do nosso caminho, é o caminho da qualificação, o caminho de combatermos com muita força a desnutrição, com um programa de alimentação saudável. Não basta termos saído do Mapa da Fome: nós temos que combater os 52% da nossa população que apresenta sobrepeso, 18% com obesidade. A outra questão que também é preciso reforçar é a questão da política de mudança do clima: não tem no planeta nenhum programa que tem o investimento que tem o Brasil na área da agricultura do baixo carbono”.